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Sem erros! Veja dicas de como escolher os melhores ingredientes para caruru

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Mariana Magalhães, professora de Nutrição da Unijorge, compartilhou dicas que vão contribuir para preservar o sabor e os benefícios nutricionais do prato  |   Bnews - Divulgação Ilustrativa/Freepik
Gabriela Araújo

por Gabriela Araújo

gabriela.araujo@bnews.com.br

Publicado em 27/09/2024, às 06h00



Quando chega o mês de setembro, baiano que é baiano só consegue pensar em uma coisa: reunir os amigos e familiares para celebrar São Cosme e São Damião com aquele caruru. Recentemente, a tradição foi reconhecida como patrimônio imaterial da Bahia.  

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Para garantir sucesso no preparo de qualidade e equilibrado do prato, a professora de Nutrição da Unijorge, Mariana Magalhães, compartilhou dicas sobre a seleção dos ingredientes, que vão contribuir para que o sabor e os benefícios nutricionais sejam preservados. 

De acordo com a professora, algumas características devem ser consideradas para a escolha do quiabo. A coloração deve ser verde escura, não deve ter manchas ou rugas e ser firme. Os quiabos mais velhos tornam-se mais fibrosos e não são atrativos devido a sua textura, ficando de difícil mastigação. “Umas das dicas importantes na hora de escolher é a quebra da ponta com facilidade e a preferência por quiabos menores”, afirmou Mariana. 

Além disso, outro ingrediente que marca presença na maioria dos pratos preparados nesta época, como no vatapá, no xinxim e no próprio caruru, é o azeite de dendê. Por isso, é necessário ter atenção na origem e na hora do preparo, para que não haja interferência na qualidade final da preparação.

Composto por duas partes: a oleína (parte líquida), conhecida popularmente como a flor do azeite e a estearina (parte sólida) como bambá, a cor do azeite de dendê deve ser vermelha alaranjada e o produto deve estar semissólido em temperatura ambiente. Não deve ter aroma e sabor rançoso e não deve conter aditivos na lista de ingredientes. 

“Vale destacar que o uso de dendê para elaborar preparações que necessitam de aquecimento deve ser feito de forma rápida, uma vez que pode perder suas propriedades nutricionais e antioxidantes. Assim, sugere-se adicionar nas etapas finais do preparo e não consumir em excesso para evitar desconforto intestinal e o aumento do colesterol”, alerta a especialista. 

Ainda de acordo com Mariana, a seleção dos demais insumos também é fundamental para garantir a qualidade e o sabor autêntico. O camarão seco deve, de preferência, ter uma cor laranja menos intensa, o que sugere a ausência de adição de corante. Já o leite de coco deve ser elaborado com o próprio coco seco, de forma caseira, e, no caso do industrializado, preferir aqueles que apresentem uma consistência mais espessa. As castanhas e o amendoim devem estar armazenados em recipientes que protegem da umidade do ambiente. 

Se a opção for servir peixes ou frutos do mar para acompanhar, a recomendação da professora são os amplamente utilizados na culinária baiana, especialmente no preparo de moquecas, como: vermelho, robalo, pescada, arraia, cação e corvina. “Os peixes de carnes mais claras apresentam uma consistência e sabor mais aceitáveis para esse tipo de receita. As moquecas podem ser feitas também com camarão e siri catado, de boa procedência”, acrescentou. 

Classificação Indicativa: Livre

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