Manifestação

Rodoviários acusam sindicato de descumprir acordo de fechar garagens; entidade contesta

Dinaldo Silva/BNews

De acordo com trabalhadores ouvidos pelo BNews, entidade de classe teria acordado que fecharia garagens de empresas de ônibus em apoio ao ato

Publicado em 28/07/2021, às 15h05    Dinaldo Silva/BNews    Yasmin Barreto e Léo Sousa

Rodoviários que realizaram uma manifestação na Estação Mussurunga, em Salvador, no final da manhã desta quarta-feira (28), acusam o sindicato da categoria de descumprir um acordo.

De acordo com trabalhadores ouvidos pelo BNews, a entidade de classe teria acordado que fecharia garagens de empresas de ônibus em apoio ao ato, mas não cumpriu. Por isso, o protesto, que estava previsto para as 4 horas da manhã, teria começado às 11h.

"Infelizmente, nós tínhamos um acordo com o sindicato que nos representa, e o sindicato, não sei por qual motivo, fugiu dessa responsabilidade, não fechando as garagens às 4 horas da manhã", disse um motorista à reportagem.

Os rodoviários protestam em cobrança pelo pagamento de direitos trabalhistas em atraso de trabalhadores demitidos pela empresa CSN.

"Nós, trabalhadores, nos reunimos mais uma vez pra buscar nossos direitos, que todo mundo acho que já sabe, que são 120 dias sem receber o dinheiro. Estamos protestando pra que acelere essa rescisão da gente, que está emperrada na Justiça", explicou o rodoviário.


Foto: Dinaldo Silva/BNews

Segundo ele, a categoria espera uma posição da prefeitura sobre a situação. "E do sindicato também, que venha falar por que não se parou as garagens hoje pela manhã para a gente protestar", diz.

"Se comprometeu com a categoria de parar 4 horas da manhã, e na última hora deu pra trás. E aí nós decidimos, trabalhadores, injustiçados, pais de família, se mobilizar pra correr atrás dos nossos direitos", criticou. A categoria planeja novas manifestações até que a questão seja resolvida.

Sindicato contesta

Procurado pela reportagem, o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários da Bahia, Fabio Primo, contestou a versão do grupo manifestante.

Segundo ele, a direção da entidade falou que havia a possibilidade de fechar garagens, mas depois entendeu como mais adequado fazer um protesto em frente ao Fórum Ruy Barbosa.

Ainda de acordo com Primo, as críticas ao sindicato são motivados por interesses políticos. "São 1.118 trabalhadores e você não tinha ali 10% dos trabalhadores [...] Estão procurando essa situação pra fazer política. Disso, eu discordo completamente", disse.

"Eu lamento muito que em um momento desse, que a categoria precisa de unidade, pesoas vêm usando isso como trampolim político e usando esse processo todo pra fazer política", finalizou.

Classificação Indicativa: Livre