Publicado em 14/11/2024, às 18h57 Rafael Albuquerque e Andrea Vialli, direto de Baku, Azerbaijão
Representante da Associação de Pesquisa Iyaleta, com sede em Salvador, Emanuelle Góes participou da
COP29, Conferência da
ONU sobre mudanças climáticas, e falou ao
Bnews, nesta quinta-feira (14), sobre adaptação climática com olhar para as desigualdades.
"Então, hoje foi discutida essa adaptação, pensar uma adaptação climática antirracista, mas pensar uma adaptação climática que olhe para desigualdades, desigualdades raciais, mas também desigualdades de gênero, porque sabemos que são as mulheres, e aí mais ainda as mulheres negras, as principais, as mais impactadas por essa questão do evento climático extremo, quando chove, alaga, inunda. Se tem uma questão seca, as mulheres que são responsáveis em buscar água, as mulheres que são responsáveis em resolver a dinâmica da água no seu domicílio, e esse trajeto da busca da água é um trajeto que pode gerar violência sexual, porque elas vão sozinhas, as meninas, e aí pode, nesse percurso, acontecer isso, que é o que tem se evidenciado em outros países", destacou.
Em um breve balanço sobre a
COP29, a representante da Associação de Pesquisa Iyaleta falou sobre as temáticas envolvendo questões de gênero: "Eu tenho acompanhado o documento da agenda de gênero, né? Então, aqui na COP estamos ouvindo e vendo avançar a agenda de gênero. Discutindo interseccionalidade, para poder pensar diversos grupos dentro do grupo de mulheres, olhando as disparidades de gênero na participação das mulheres na COP, que ainda está longe de ser uma coisa de paridade a presença de homens e mulheres na tomada de decisão, e também gênero como um marcador para pensar estratégias de superação e de adaptação olhando para a perspectiva de gênero".