Meio Ambiente

Inema atua para contenção de vírus em ararinhas azuis na região de Curaçá

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Ararinha-azul, espécie ameaçada de extinção, é afetada por um vírus que não tem tratamento disponível  |   Bnews - Divulgação Pixabay
Yuri Pastori

por Yuri Pastori

yuri.pastori@bnews.com.br

Publicado em 06/08/2025, às 11h49 - Atualizado às 11h51



O aviso de que um vírus está ameaçando ararinhas-azuis (Cyanopsitta spixii) mantidas no Criadouro Científico para Fins Conservacionistas do Programa de Reintrodução da Ararinha-azul, no município de Curaçá, no interior da Bahia, chegou para o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) no mês de maio de 2025. O órgão disse que recebeu a informação da empresa Blue Sky.

O Instituto afirmou, em um comunicado, que, desde então, atua de forma conjunta com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) para contenção do vírus exótico. O circovírus é o agente causador de uma doença grave para as aves que não há tratamento. A Doença do Bico e das Penas dos Psitacídeos acomete as araras, papagaios e periquitos.

Dentre os procedimentos adotados pelo Inema estão "o reforço nas medidas de biossegurança; a triagem dos animais do criadouro, com isolamento, em áreas internas, dos animais com resultado positivo para circovírus; a descontaminação dos recintos do criadouro e dos comedouros e ninhos utilizados pela população de vida livre e o recolhimento das ararinhas-azuis de natureza, para que sejam submetidas a bateria de testes, o que evita a disseminação do vírus para as populações de psitacídeos e outras espécies de vida livre".

A ararinha azul é uma espécie endêmica da Caatinga ameaçada de extinção. O Inema reforça que "o circovírus não afeta galinhas, patos e outras aves de produção e não representa nenhum risco à saúde humana".

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