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Caso Gisele: Antes de matar esposa, tenente-coronel teria perseguido e ficado 'obcecado' por outra policial; saiba detalhes

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Denúncia aponta que tenente-coronel perseguia policial e oferecia benefícios em troca de aproximação  |   Bnews - Divulgação Reprodução
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por Redação BNews

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Publicado em 08/05/2026, às 11h33



O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso acusado de matar a própria esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi denunciado à Corregedoria da PM por uma soldado que o acusa de assédio moral e sexual, perseguição e ameaças antes do crime.

De acordo com o UOL, a soldado Rariane da Silva acusa o coronel de transformar a rotina dela em um "inferno" após ele desenvolver uma suposta obsessão por ela, que era subordinada dele no 49º Batalhão da Polícia Militar Metropolitano, em Pirituba, na zona norte de São Paulo.

Segundo a denúncia, Geraldo teria iniciado as investidas logo nas primeiras semanas em que assumiu o comando do batalhão. Conforme o relato, ele oferecia vantagens profissionais à soldado, como um cargo de secretária particular e homenagens internas dentro da corporação.

O oficial insistia em convites pessoais, enviava mensagens frequentes e fazia comentários sobre a vida íntima da policial. Em uma das situações relatadas, ele teria utilizado a rede de rádio da PM para comentar sobre a farda usada pela agente, situação que teria sido ouvida por outros policiais.

Ainda de acordo com a defesa, o tenente-coronel chegou a ir duas vezes até a casa da soldado sem autorização, sendo que em uma das ocasiões estava fardado. O comportamento, segundo o advogado Thiago Lacerda, fez com que a policial desenvolvesse medo constante do superior.

A postura insistente teria durado meses. Em agosto de 2025, os contatos ficaram mais explícitos, com frases em que o oficial dizia "querer ela para ele" e sugeria encontros sigilosos.

Mesmo após ter as investidas negadas, o coronel teria insistido e até ameaçado transferir a soldado caso ela não aceitasse assumir a função de secretária dele. Por conta da situação, ela pediu para deixar o serviço administrativo e retornar ao patrulhamento de rua.

Ainda na denúncia, a mulher relatou que colegas de trabalho tentavam convencê-la a aceitar a aproximação do coronel, dizendo que ele estaria separado da esposa. Apesar disso, Rariane sempre negou qualquer envolvimento amoroso com o oficial.

Conforme documento apresentado à Corregedoria, a soldado só decidiu formalizar a denúncia após a prisão do coronel pela morte da esposa. A defesa afirma que ela temia represálias e acreditava que o oficial poderia representar uma ameaça.

A defesa de Rosa Neto nega as acusações feitas pela soldado.

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