Polícia

Homem que teria matado Beatriz escreve carta reveladora: "Sou inocente"; leia

Montagem BNews

Beatriz foi morta a facadas há mais de seis anos, em uma escola de PE

Publicado em 19/01/2022, às 08h10 - Atualizado às 08h28    Montagem BNews    Nilson Marinho

O homem que confessou ter sido o autor das facadas que matou a garota Beatriz, de 7 anos, teria voltado atrás e escrito uma carta afirmando que foi pressionado a assumir a autoria do crime. A carta foi divulgada pelo advogado dele nesta terça-feira (18).

Marcelo da Silva, que está preso, foi apontado como o responsável pela morte da criança, após uma perícia feita em uma faca encontrada no local do crime comparar o material genético coletado no objeto com os dados dele, que estavam arquivados em um banco de perfis genéticos.

Na carta, o suspeito afirma que não matou a criança, assassinada a facadas no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, em Petrolina (PE), em 2015.

“Eu sou inocente, eu não matei a criança, confessei na pressão. [...] Preciso de ajuda, estou com medo de morrer”, diz trecho da mensagem. "Quero falar com a mãe da criança. Quero a proteção da minha mãe".

A Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS) negou qualquer irregularidade no inquérito. Em nota, o órgão afirmou que a polícia filmou o depoimento do suspeito e ressaltou que a identificação dele se deu após comparação de DNA.

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“O indiciamento do suspeito do crime foi realizado após a identificação positiva através de comparação de DNA. Essa é uma prova técnico-científica, que foi ratificada pela confissão do preso que se coaduna com as demais provas existentes no inquérito policial e é compatível com a dinâmica dos fatos e toda a linha de tempo descoberta durante a investigação. Importante ressaltar que a Polícia Civil filmou o depoimento na íntegra, seguindo todas as regras legais, a fim de evitar quaisquer questionamentos, tentativas de macular a confissão ou estratégias projetadas para tumultuar o caso”, informou.

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Carta foi divulgada pela nova defesa de suspeito

Nova defesa

Inicialmente, Marcelo estava sendo auxiliado pela defensora pública Niedja Mônica da Silva. Ela protocolou na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PE), contra o novo advogado do suspeito, Rafael Nunes, por suposto roubo de clientes.

A Folha de Pernambuco teve acesso ao documento. Nele, a defensora relata que foi ao presídio onde Marcelo está preso, acompanhar o depoimento, quando foi abordada pelo colega de profissão, que, “grosseiramente”, lhe teria informado que estava assumindo o processo.

O jornal pernambucano entrou em contato com o advogado, que disse que vai se pronunciar em coletiva de imprensa. Sobre a representação por roubo de cliente, ele não se pronunciou.

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