Polícia

Vídeo: Acusado de estrangular e esfaquear idosa, marceneiro é visto caminhando pelo Itaigara após crime

Montagem BNews

O marceneiro de 25 anos afirmou que matou idosa porque tinha dívida com agiota

Publicado em 20/05/2022, às 17h02 - Atualizado às 17h13    Montagem BNews    Nilson Marinho e Letícia Rastelly

O marceneiro, de 25 anos, preso por matar uma idosa, no apartamento dela, no Itaigara, em Salvador, foi flagrado por câmeras de segurança do bairro, caminhando logo após estrangular e esfaquear Rita Maria Britto Fragoso e Silva, de 64 anos.

Ele foi preso nesta quinta-feira (19), no bairro do Arraial do Retiro, quando chegava no serviço para mais um dia de trabalho. Em depoimento à polícia, Max Willian afirmou que prestou serviços na casa da vítima há três meses e que viu nela uma presa fácil para conseguir dinheiro e acertar as contas com um agiota, com quem tinha uma dívida. O crime aconteceu no dia 12 de maio deste ano.

Nas imagens, que pertencem às câmeras de monitoramento do projeto Câmera Solidária, é possível vê-lo caminhando com uma mochila nas costas, por volta das 19h, na Rua Érico Veríssimo, a menos de 30 metros do local do crime, o Edifício Itaigara Practical Residence. Ele vestia uma camisa azul, bermuda e estava de boné.

O BNews entrou em contato com a Polícia Civil para confirmar se o material foi usado pelo órgão nas investigações, mas, devido à Lei de Abuso de Autoridade, a equipe não pôde confirmar se o homem que aparece no vídeo é o marceneiro.

No entanto, uma fonte da polícia confirmou à equipe de reportagem que trata-se de Max William e que, pelo horário e dia da gravação, ele havia acabado de deixar o sexto andar do Itaigara Practical Residence, onde Rita Maria morava sozinha.

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Dia do crime

Nesta quinta-feira (20), a Polícia Civil realizou uma coletiva de imprensa para dar mais detalhes sobre o caso. Na ocasião, a delegada Pilly Dantas, coordenadora da 1ª DH/Atlântico e responsável pelas investigações, afirmou que o homem enganou a vítima para ter acesso ao apartamento.

No dia do crime, ele entrou no edifício porque esperou um morador abrir a porta. Como no local não há porteiro, o homem afirmou a um morador que realizaria um serviço em um dos apartamentos.

O marceneiro esperou a idosa chegar do trabalho na porta do apartamento dela. Já em contato com a vítima, ele disse que precisava fazer uma medição do armário da casa. Rita Maria, sem imaginar que estava prestes a ser roubada e morta, liberou o acesso.

"Ele já conhecia o acesso e a rotina do prédio. Sabia que não tinha porteiro e funcionários que controlassem a entrada, o horário que a vítima ia voltar para casa e que ela morava sozinha. Então, esperou alguém sair para ter acesso ao prédio. Ele ficou aguardando a chegada dela na porta do apartamento e disse que precisava fazer a medição de um dos móveis. A empresa não tinha conhecimento de nada disso”, explicou a delegada.

Morte

Max confessou ainda que não tinha a intenção de matar a vítima, mas só o fez porque ela gritou pedindo socorro quando percebeu que estava sendo roubada. O agressor estrangulou a idosa com um fio de um carregador até ela desmaiar. Ao ver que a mulher recuperava os sentidos, ele pegou uma faca na cozinha e desferiu vários golpes.

Da casa, foram levados um notebook, cartões de crédito e um celular, objetos que foram vendidos pelo marceneiro após o crime. Rita Maria foi encontrada morta, no dia 14 de maio, por um sobrinho. Ela estava com a roupa do trabalho, dentro do quarto, com a porta trancada e com um travesseiro no rosto.

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