Política

Fundação que administrou Hospital de Campanha da Arena em 2020 é alvo na CPI da Pandemia 

[Fundação que administrou Hospital de Campanha da Arena em 2020 é alvo na CPI da Pandemia ]
27 de Maio de 2021 às 09:02 Por: Arquivo Por: Victor Pinto

A Fundação Gonçalves e Sampaio, responsável, em 2020, pelo cumprimento de contratos firmados entre o governo da Bahia para gestão emergencial de hospitais localizados nos municípios de Camacã e de Salvador é o principal alvo de um novo requerimento apresentado pelo senador Marcos Rogério (DEM-RO). O político, através documento protocolado na quarta-feira (26), cujo BNews teve acesso, quer o envio de informações sobre os convênios firmados pela secretaria da Saúde do Estado com a entidade. 

A Gonçalves e Sampaio foi a responsável pela administração do Hospital de Campanha da Arena Fonte Nova no ano de 2020 que depois foi desativado. A unidade, neste ano de 2021, na reativação, tem como administradora as Obras Sociais Irmã Dulce (OSDI). 

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O senador do partido do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), quer cópias integrais de todos os documentos referentes aos contratos, processos administrativos, convênios e termos de cooperação. Na justificativa para o pedido de envio de dados ele se baseia em uma denúncia por vídeo feita por Thiago Martins Bahia, que na redes sociais é possível identificar ser um apoiador do Presidente Jair Bolsonaro (sem partido), sobre supostas irregularidades nos convênios. 

O requerimento 694/2021ainda não foi apreciado, mas faz parte de um batalhão apresentado por Rogério e o senador Eduardo Girão (Podemos-CE), defensores do governo federal, que começam fechar o cerco na Bahia no âmbito da CPI da Pandemia, no Senado Federal. 

A atitude, pelo apurado, é uma reação a ação incisiva do senador baiano e aliado do governador Rui Costa (PT), Otto Alencar (PSD), médico ortopedista, que tem ganhado visibilidade em suas colocações, no âmbito do colegiado, contrárias a gestão do presidente Bolsonaro frente a pandemia.

O senador cearense é um defensor ferrenho para convocação do chefe do Palácio de Ondina como depoente na comissão, principalmente por ter sido coordenador do Consórcio do Nordeste. 

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