Política

"Eu nasci de lá", afirma Bolsonaro ao defender aliança com o Centrão; assista

["Eu nasci de lá", afirma Bolsonaro ao defender aliança com o Centrão; assista]
22 de Julho de 2021 às 13:48 Por: Isac Nóbrega/PR Por: Redação BNews

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) defendeu, nesta quinta-feira (22), a relação do seu governo com o bloco chamado de Centrão. Um dos caciques do grupo, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) irá assumir a Casa Civil na nova reforma ministerial promovida pelo presidente. 

"O tal Centrão, que o chamam pejorativamente disso, são alguns partidos que lá atrás se uniram na campanha do Alckmin e ficou, então, rotulado Centrão como algo pejorativo, algo danoso à nação. Não tem nada a ver, eu nasci de lá", afirmou Bolsonaro em entrevista à Rádio Banda B de Curitiba.

O bloco político era alvo de constantes críticas de Bolsonaro e de seus apoiadores durante a eleição de 2018 e durante o mandato do presidente. Pressionado pela queda popularidade e pelo avanço da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da covid, Bolsonaro pretende usar o pepista como reforço na articulação política com senadores. 

"Centrão é um nome pejorativo. Eu sou do Centrão, eu fui do PP metade do meu tempo, fui do PTB, fui do então PFL. No passado, integrei siglas que foram extintas, como PRB, PPB. O PP, lá atrás, foi extinto. Depois, nasceu novamente da fusão do PDS com o PPB, se não me engano", declarou o presidente ao relembrar os partidos que já integrou.

Bolsonaro também confirmou a recriação do Ministério do Trabalho e Previdência, que, no início do governo, foi agrupado com outros quatro ministérios para a criação do Ministério da Economia, sob o comando do ministro Paulo Guedes. O atual ministro da Secretaria Geral, Onyx Lorenzoni (DEM), será o titular deste novo ministério e o atual chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, assumirá seu lugar na Secretaria Geral.

PP na Bahia

Nacionalmente próximo ao governo Bolsonaro, o PP na Bahia integra o arco de aliança do governador Rui Costa (PT). Além do vice-governador João Leão (PP), a legenda conta com secretarias na máquina estadual e com indicação de cargos. 

Ao BNews, o vice-governador negou que ocorram conversas para filiação de Bolsonaro. Sem partido desde que deixou o PSL, o presidente ainda não decidiu a qual partido irá se filiar para  disputar o pleito em 2022. 

"Isso é conversa fiada. Ainda hoje conversei com o presidente do partido, Ciro Nogueira, que me disse que não tem nada certo [...] Me disse Ciro que não tem nenhuma conversa. Pra isso, nós temos que fazer uma reunião da executiva do partido e eu sou vice-presidente nacional. E não fui comunicado de absolutamente nada [...] Não existe nenhuma conversa sobre isso dentro do partido [...] Até agora ninguém se reuniu pra tratar disso. Todas as decisões do partido são feitas de maneira conjunta. O partido é um partido democrata, que ouve todos os companheiros antes de tomar uma decisão como essa. Até agora não houve absolutamente nenhuma comunicação, absolutamente nada", complementou.

Filho de João Leão, o deputado federal Cacá Leão (PP-BA) reafirmou que uma eventual filiação do presidente não foi discutida na legenda. "Primeiro que não trabalho ainda com essa hipótese, possibilidade de o presidente Bolsonaro se filiar ao PP, isso ainda não foi cogitado, não foi discutido", declarou o parlamentar. 

Questionado pela imprensa sobre a ida do senador para Casa Civil, Rui Costa tergiversou e afirmou que questões relacionadas a nomeações ou exonerações são da alçada de quem foi eleito. O petista aproveitou para criticar o setor da Educação do governo federal.

"Deixa se eu perguntar a vocês [jornalistas], qual é a política educacional, o que que tá sendo feito pelo pelo Brasil de hoje da educação? Nada. As obras do FNDE tão todas paradas, eu todo tomei uma decisão de socorrer os prefeitos pra acabar a obra que tem cinco anos, quatro anos, três anos, dois anos [...] Eu vou insistir: é o pior governo [Bolsonaro] da história do Brasil, que eu me entendo por gente, eu tenho cinquenta e oito anos nunca vi um governo tão ruim quanto esse", questionou. 

O deputado estadual Niltinho (PP) avaliou que o PP assumir um ministério na gestão Bolsonaro não implica em mudança na relação da legenda com o PT baiano. "O histórico do PP mostra que o partido dá liberdade para que cada Estado seja definido à conjuntura - ou que já está ou, é lógico, se remodelar. Não vejo sentido nessa preocupação neste momento [...] Acho prematuro imaginar que nesse momento o PP irá fazer qualquer mudança, ainda mais quando você está em um ambiente onde há harmonia, em ambiente no qual o grupo sempre marchou unido nos últimos anos conquistando diversas vitórias", afirmou Niltinho.

Assista:

 

 

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