Política

Advogado de Milton Ribeiro trabalha para Michelle Bolsonaro e já defendeu membro do PCC

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Advogado é próximo de pessoas do governo Bolsonaro

Publicado em 23/06/2022, às 06h56 - Atualizado às 07h00    Foto: Divulgação    Redação BNews

Advogado de Michelle Bolsonaro faz a defesa de Milton Ribeiro, Daniel Bialski é o responsável por fazer a defesa do ex-ministro Milton Ribeiro, preso na última quarta-feira (22) em operação da Polícia Federal.

Daniel Bialski é próximo a líderes do governo Bolsonaro e também faz a defesa do ex-chefe da Secom Fabio Wajngarten, além da primeira dama Michelle Bolsonaro.

O advogado também é conhecido por defender traficantes e policiais condenados por corrupção.

Entre seus clientes, já estiveram, por exemplo, o ex-delegado do Denarc (Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico) Pedro Pórrio, destituído do cargo e condenado a oito anos de prisão em 2016 pela 11ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo por extorquir membros da quadrilha do traficante colombiano Juan Carlos Ramires Abadia.

Bialski também defendeu o traficante do PCC Valter Lima Nascimento, o “Guinho”. Tido como braço-direito de Welinton Xavier — que o ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo e hoje ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, já classificou como “o maior traficante do estado”—, Guinho foi preso em 2014 com 400 quilos de cocaína.

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Logo depois do flagrante, ele foi libertado por meio de habeas corpus. A soltura do bando fez com que o Ministério Público abrisse inquérito para a apurar a existência de um esquema montado dentro do Judiciário para facilitar a libertação de chefes do tráfico do crime organizado.

O advogado Bialski, responsável pelo pedido de habeas corpus, foi apontado como um dos supostos envolvidos no esquema. À Rede Bandeirantes, ele declarou à época: “Consegui a soltura reconhecendo que os indícios eram frágeis em relação à participação do meu cliente no evento em que ele estava sendo denunciado".

Em entrevista ao UOL, Bialski afirmou ter recebido um telefonema de Ribeiro às 6h05 e, depois, cópias dos mandados de busca e de prisão.

“Eu conhecia o ministro por causa de eventos ligados a atividades religiosas. Ele me pediu esse socorro agora de manhã e estou em contato com a família”, afirmou o advogado, que tentou sem sucesso manter o ex-ministro em Santos —Ribeiro foi transferido para a carceragem da PF na capital paulista e deverá fazer audiência de custódia por videoconferência.

Apesar da ligação com pessoas próximas a Jair Bolsonaro, Bialski negou que tenha feito contato com qualquer pessoa ligada ao governo antes de assumir a causa do ex-ministro: “Não conversei com ninguém do governo sobre isso”.

O advogado entrou com pedido de Habeas Corpus para o ex-ministro, que será avaliado ainda nesta quinta-feira (23) e pode liberá-lo da prisão preventiva.

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