Política

Alice Portugal reclama de Bolsonaro: "País sem orçamento"

Vagner Souza/ BNews

A deputada federal criticou a demora do Governo Bolsonaro em sancionar o Orçamento da União

Publicado em 17/01/2022, às 16h17    Vagner Souza/ BNews    Luiz Felipe Fernandez e Márcia Guimarães

A deputada federal Alice Portugal (PCdoB) reclamou, nesta segunda-feira (17), da demora do Governo Bolsonaro em sancionar o Orçamento da União. Ela avisou que a bancada baiana está só aguardando abrir o orçamento para criar o Fundo Emergencial de Catástrofes e conseguir recursos para os municípios atingidos pela chuva na Bahia.

“O governo do estado tem feito esforço gigantesco. Hoje são R$ 80 milhões para a construção de casas, mais a entrega de máquinas e ambulâncias com recursos das emendas estaduais e federais. Então, nós, da bancada federal, estamos aqui também com essa colaboração e com máquinas pesadas sendo entregues aos consórcios. É um esforço enorme, mas não é suficiente. O presidente da República até este momento, 17 de janeiro, não sancionou o Orçamento da União. Então nós estamos hoje com um país sem orçamento. O ano já começou e Bolsonaro não sanciona a Lei Orçamentária votada pelo Congresso Nacional”, criticou a deputada.

Alice disse que, através do Fundo Emergencial, será verificado o que é possível remanejar do orçamento aprovado, inclusive nas emendas de relator. “Olha aí o momento de não usar isso selecionando deputados, mas garantindo que haja um aporte diferenciado para os estados mais atingidos, em especial a Bahia e Minas Gerais, onde houve inclusive vítimas fatais”, apontou a parlamentar.

Ela acrescentou que os deputados da bancada baiana estão “com o radar ligado” para que, na hora em que Bolsonaro abrir o orçamento, voltarem a Brasília antes mesmo do fim do recesso parlamentar, caso seja necessário.

Alice esteve, nesta segunda, ao lado do governador Rui Costa (PT) no ato realizado no Parque de Exposições, em Salvador, no qual foram entregues 28 ambulâncias, 56 máquinas pesadas e equipamentos diversos para 19 consórcios públicos para auxiliar na reconstrução das cidades mais prejudicadas pelas fortes chuvas no estado.

Na ocasião, o governador também assinou convênio para a construção de casas, por meio do Programa Bahia Minha Casa, com prioridade de atendimento às famílias que estão desabrigadas.

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