Política

Alvo de processo de cassação, Arthur do Val decide renunciar ao mandato de deputado

Michel Jesus / Agência Câmara

O parlamentar paulista é julgado por quebra de decoro em razão de falas sexistas sobre mulheres ucranianas

Publicado em 20/04/2022, às 13h32 - Atualizado às 13h36    Michel Jesus / Agência Câmara    Redação BNews

Alvo de processo de cassação na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), o deputado estadual Arthur do Val (União Brasil), decidiu que vai renunciar ao mandato nesta quarta-feira (20). Com isso, o processo na Alesp será interrompido. O parlamentar paulista é julgado por quebra de decoro em razão de falas sexistas sobre mulheres ucranianas.

O processo contra o deputado foi aberto após áudios com declarações machistas sobre refugiadas ucranianas terem vazado no início de março, durante uma viagem para suposta ajuda humanitária ao país, que está em guerra com a Rússia.

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Na última terça-feira (12), o Conselho de Ética da Alesp aprovou por unanimidade a proposta de cassação do mandato de Do Val e o processo seguiria para o Plenário da Casa, que tinha a intenção de votar a cassação no fim de abril. 

De acordo com a coluna Painel, do jornal Folha de São Paulo, o deputado e seus aliados do Movimento Brasil Livre (MBL) têm criticado o encaminhamento do processo pelos parlamentares. Os membros do MBL defendem que Do Val não deveria ser cassado, ainda que suas atitudes tenham sido dignas de repúdio, e que ele está sendo perseguido por suas posições políticas e por ter conseguido a aprovação de medidas impopulares na Alesp.

"Sem o mandato, os deputados agora serão obrigados a discutir apenas os meus direitos políticos e vai ficar claro que eles querem na verdade é me tirar das próximas eleições. Estou sendo vítima de um processo injusto e arbitrário dentro da Alesp. O amplo direito a defesa foi ignorado pelos deputados, que promovem uma perseguição política", disse à coluna. 

"Vou renunciar ao meu mandato em respeito aos 500 mil paulistas que votaram em mim, para que não vejam seus votos sendo subjugados pela Assembleia. Mas não pensem que desisti, continuarei lutando pelos meus direitos", completou.

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