Política

Prefeitura acumula superávit, mas enfrenta greve e dívida: o que está acontecendo em Lauro de Freitas?

Divulgação/ Prefeitura de Lauro de Freitas
Com arrecadação de R$ 604 milhões, Lauro de Freitas ainda lida com dívidas previdenciárias e tributárias  |   Bnews - Divulgação Divulgação/ Prefeitura de Lauro de Freitas
Yuri Pastori

por Yuri Pastori

yuri.pastori@bnews.com.br

Publicado em 15/07/2025, às 07h49 - Atualizado às 08h10



O município de Lauro de Freitas está há seis meses sob nova gestão, comandada pela prefeita Débora Régis (União Brasil). Apesar de apresentar superávit em suas contas de quase R$ 200 milhões entre os meses de janeiro e junho deste ano, a população ainda cobra mais investimentos na cidade da Região Metropolitana de Salvador. 

Segundo dados do Portal da Transparência, a arrecadação no primeiro semestre deste ano foi de R$ 604.343.432,69 e as despesas totalizaram R$ 431.965.218,66. Os números das contas municipais revelam um superávit de R$ 172.378.214,03.

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Mesmo com esses resultados, a Prefeitura alegou na Justiça, que passa por uma crise financeira, diante da reivindicação dos professores municipais, que estão em estado de greve, e desejam a atualização do piso salarial do magistério. 

No último dia 10, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) decidiu aplicar multa diária de R$ 100 mil para o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Lauro de Freitas (Asprolf) por descumprir uma liminar que determinava o fim da greve dos profissionais da educação no município.

O que diz a prefeitura

Em nota enviada ao BNews, a Prefeitura de Lauro de Freitas confirmou os valores de arrecadação e despesas do município, e disse que estão em conformidade com o Portal da Transparência. No entanto, esclareceu que "foi obrigada a parcelar cerca de R$80 milhões de dívidas previdenciárias e tributárias, que somadas a outros parcelamentos efetuados pela gestão anterior, resultam num desembolso mensal de aproximadamente R$5 milhões".

Além da dívida tributária parcelada, até o momento a prefeitura já pagou mais de R$37 milhões de Despesas de Exercícios Anteriores (DEA), incluindo folha de pagamento, tributos e fornecedores, inclusive dívidas com Neoenergia Coelba e a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa)", justificou.

A Prefeitura ainda reforça que os levantamentos atuais indicam uma dívida remanescente de exercícios anteriores com fornecedores na ordem de R$75 milhões. Além disso, a gestão municipal disse haver precatórios que vencem em 2025 na ordem de R$5 milhões.

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