Política

Após 121 mortes no Rio, ex-presidente pressiona Lula a recriar ministério e usar Forças Armadas

Fernando Frazão / Agência Brasil
O ex-presidente classifica o número de vítimas da operação no Rio como lamentável, mas defende a ação do governador Cláudio Castro.  |   Bnews - Divulgação Fernando Frazão / Agência Brasil
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 31/10/2025, às 18h30 - Atualizado às 18h30



O ex-presidente Michel Temer (MDB) defendeu, nesta sexta-feira (31), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) crie um ministério para cuidar exclusivamente da segurança pública, como ocorreu em seu governo. 

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A declaração foi feita durante evento do LIDE Brasil Reino Unido, em Londres, após operação policial no Rio de Janeiro, que resultou em 121 mortes.

"Eu almejo que esse setor, seja um setor específico. O ministério da Justiça tem inúmeras funções, entre as quais, a de segurança pública [...] Eu acho que seria importante (a recriação do Ministério da Segurança Pública) para o país, um gesto muito adequado do governo federal”, disse Temer. 

Temer também defendeu que Lula deveria decretar uma Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para enviar as Forças Armadas ao Rio de Janeiro, caso o governador do Estado, Cláudio Castro (PL), entenda ser necessário. No momento, o político diz não precisar dessa medida. 

"Eu acho que, embora digam que não é função das Forças Armadas, mas em face da realidade que hoje existe no país de insegurança pública, acho que todos os setores, no particular, as Forças Armadas, também deveriam participar desse combate. Então eu acho que decretar GLO quando ela é indispensável, ela deve ser decretada", afirmou.

A operação foi realizada na última terça-feira (28) e resultou em 121 mortos, a mais letal da história do Rio de Janeiro. Temer classificou a quantidade de vítimas fatais como “lamentável”, mas que o governador “fez o que poderia fazer”.

"Houve esta coisa lamentável no Rio Janeiro, lamentável pelo número de mortes, não pela ação do governador. O governador fez o que podia fazer", disse Temer sobre a operação.

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