Política
por Antonio Dilson Neto
Publicado em 31/05/2026, às 11h39
O Governo da Bahia publicou no Diário Oficial do Estado deste sábado (30) a abertura da licitação para escolha da empresa que executará as obras de requalificação da Praça do Reggae, situada no Pelourinho, coração do Centro Histórico de Salvador.
O projeto contará com um aporte financeiro superior a R$ 3 milhões, voltado para modernizar a infraestrutura, ampliar a acessibilidade e reforçar as condições de segurança e conforto do tradicional polo cultural.
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A intervenção estrutural abrangerá uma extensão total de 503,85 m². Desse montante geográfico, 304,07 m² serão destinados exclusivamente à praça aberta, 168,06 m² correspondem à área construída de cobertura e 266 m² serão planejados para a permanência e circulação do público.
O cronograma oficial estabelece o prazo de até um ano para a conclusão definitiva dos serviços após a assinatura da ordem de serviço. O novo complexo cultural será dividido fisicamente em três blocos operacionais para dar suporte a eventos e produções de mídia.
Bloco 1: Concentrará a área técnica de espetáculos, abrigando palco, camarim para os artistas, depósito de materiais, além de uma cozinha e um bar.
Bloco 2: Focado em infraestrutura de sanitário masculino e inovação digital, contando com um escritório administrativo e um estúdio de podcast.
Bloco 3: Estruturado com sanitário feminino, bilheteria para controle de eventos e uma sala técnica dedicada ao controle de mídia e som.
As frentes de trabalho na Praça do Reggae envolverão desde a fase inicial de preparação do terreno e terraplanagem até a pavimentação com pisos táteis, rampas de acesso e escadarias adequadas às normas de acessibilidade universal. O projeto prevê a instalação de novo mobiliário urbano, sistemas modernos de iluminação em LED, renovação das redes elétricas e hidrossanitárias, além de dispositivos avançados de combate a incêndio.
Devido à relevância histórica e arqueológica do subsolo do Pelourinho, toda a movimentação de terra e escavação para as fundações será acompanhada por monitoramento arqueológico.
Segundo o Ipac, a iniciativa faz parte do plano macro de revitalização dos espaços públicos do Centro Histórico, chancelando o reggae como um dos pilares da identidade cultural baiana.
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