Política
por Bruna Rocha
Publicado em 21/07/2025, às 09h00
A relação entre o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ficou estremecida nos últimos dias. Na última terça-feira (15), o conflito entre os dois foi amenizado após a intervenção do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Jair Bolsonaro — que, na época, ainda não havia sido alvo da operação da Polícia Federal nem estava proibido de ligar para o filho — fez diversas ligações para Eduardo, tentando apaziguar o atrito. Até que o diálogo entre Eduardo e Tarcísio foi restituído.
Na última sexta-feira (18), Jair Bolsonaro foi alvo de uma operação da Polícia Federal autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Como parte das medidas cautelares impostas, o ex-presidente foi obrigado a utilizar tornozeleira eletrônica. O equipamento foi colocado na manhã do mesmo dia, na sede da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), em Brasília.
O monitoramento eletrônico visa garantir o cumprimento de outras medidas, como o recolhimento domiciliar noturno (das 19h às 7h) e a proibição de frequentar embaixadas ou se aproximar de diplomatas estrangeiros.
Bolsonaro também está proibido de manter contato com outros investigados no caso, além de estar impedido de usar redes sociais. Essa última medida foi duramente criticada por Eduardo Bolsonaro, que alegou que ela impede o contato com o pai e com o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), também investigado.
Eduardo Bolsonaro está em licença parlamentar e vinha residindo nos Estados Unidos. A licença de 120 dias venceu neste domingo (20). Apesar disso, o deputado afirmou que não pretende renunciar ao mandato.
“Eu não vou fazer nenhum tipo de renúncia. Se eu quiser, consigo levar meu mandato, pelo menos, pelos próximos três meses”, disse em uma transmissão ao vivo em seu canal no YouTube.
Com o fim da licença, a partir desta segunda-feira (21), Eduardo volta a receber o salário de R$ 46,3 mil como deputado federal. O retorno é automático e não exige formalidades, segundo a Câmara dos Deputados.
No entanto, como o Congresso está em recesso até o início de agosto e ainda há margem dentro do limite de faltas permitidas, Eduardo não corre risco de perder o mandato neste momento.
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