Política

Crítica de Lula à ONU no G20 segue repercutindo no cenário político internacional

Ricardo Stuckert/PR
Lula ressaltou ainda diante dos líderes mundiais que globalização neoliberal fracassou  |   Bnews - Divulgação Ricardo Stuckert/PR
Lucas Pacheco

por Lucas Pacheco

lucas.pacheco@bnews.com.br

Publicado em 24/11/2024, às 20h42



Durante o discurso de abertura da segunda sessão da reunião da Cúpula de Líderes do G20 de 2024encontro que reuniiu os chefes de estado e líderes das vinte maiores economias do mundo, no Rio de Janeiro, na última semana, com o tema "G20: Reforma das Instituições de Governança Global", o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), diante dos homens mais poderosos do mundo, incluindo o presidente das Organizações das Nações Unidas (ONU), António Guterres, fez duras críticas à ONU. E as palavras do mandatário brasileiro seguem repercutindo no cenário político internacional.  

“A globalização neoliberal fracassou. A omissão do Conselho de Segurança tem sido, ela própria, uma ameaça à paz e à segurança internacional”, afirmou Lula.

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De acordo com a imprensa internacional, nenhum membro do Grupo dos 20 tinha dado um recado tão claro e direto antes na história aos padrões de governança da ONU.

Segundo o presidente brasileiro, há uma urgência de reforma da governança global para dar mais espaço aos países em desenvolvimento nos órgãos de decisão da política internacional, como por exemplo o Conselho de Segurança da ONU e também o Fundo Monetário Internacional (FMI).

No dia anterior, ainda nos preparativos para a reunião de cúpula, Guterres defendeu  a necessidade de dar mais espaço para outros países na ONU.

“O Conselho de Segurança corresponde ao mundo de 1945. O Conselho de Segurança não corresponde ao mundo de hoje e tem revelado uma grande ineficácia por causa das divisões geopolíticas", disse. 

Uma das propostas discutidas é o aumento no número de membros permanentes (5) e rotativos (10), o que daria mais espaço para países do Sul Global no grupo, que são as nações em desenvolvimento, a partir de um conceito político e analisando o contexto socioeconômico desses países. Como exemplo, estão toda a América Latina, todo o continente africano e grande parte dos países asiáticos. 

De acordo com as regras atuais do Conselho de Segurança da ONU,  qualquer um dos 5 membros permanentes pode votar contra alguma pauta ou proposta estabelecida na reunião e, assim, ela é imediatamente descartada, mesmo que tenha a maioria de votos gerais. 

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