O
presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), deu início nesta semana à tramitação na Casa da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com o modelo de escala de trabalho 6x1. A oposição, que é contra a votação da medida antes das eleições, não verá saída e deve aprovar o texto caso seja pautado.
Senadores opositores ouvidos pelo BNews afirmam que, apesar de saberem que a aprovação do fim da 6x1 e a subsequente sanção no Palácio do Planalto podem ser uma poderosa bandeira eleitoreira para o presidente Lula (PT), votar contra pode manchar a imagem pública da oposição, até mesmo entre apoiadores. Por isso, não teriam alternativa e seriam favoráveis à proposta.
Para evitar a "sinuca de bico", a estratégia da oposição é frear a tramitação da PEC, seja por meio de negociação, pedido de vista ou requerimento de retirada de pauta. Alcolumbre assinou na terça-feira (18) o despacho que inicia a tramitação, mas ainda precisa enviar o texto à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para o início das discussões. A decisão do presidente do Senado foi um aceno à reaproximação com Lula e um acerto firmado entre os dois na semana passada.
E se a intenção da oposição é adiar a análise da PEC, a base governista tenta articular para que um senador aliado seja relator na CCJ para dar celeridade ao texto, que depois da eventual aprovação será apreciado em plenário para ser enviado à sanção. A preferência é que o presidente do colegiado, o baiano Otto Alencar (PSD), seja o escolhido.