Política

Flávio Bolsonaro diz que vai manter Alfredo Gaspar na vice, apesar de polêmicas

Vitor Salles / PL
Senador classificou o deputado como uma “pessoa preparada” e “de coragem”  |   Bnews - Divulgação Vitor Salles / PL
Redação

por Redação

redacao@bnews.com.br

Publicado em 11/08/2026, às 12h28



O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) descartou a possibilidade de substituir Alfredo Gaspar (PL-AL) como vice de sua chapa e afirmou ter “confiança” no deputado, a quem classificou como uma “pessoa preparada” e “de coragem”

Gaspar é alvo de um procedimento no Supremo Tribunal Federal (STF) relacionado a uma acusação de estupro de vulnerável, que ele nega. Flávio atribuiu os questionamentos sobre Gaspar à atuação do deputado nas investigações sobre as fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS.

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“Foi exatamente no momento em que ele estava ali defendendo os aposentados roubados pelo governo do PT, inclusive pedindo a prisão do Lulinha, que foi feito isso contra ele. É uma pessoa do bem, uma pessoa preparada, da área da segurança pública, de quem temos confiança, de coragem”, afirmou Flávio.

O caso que está no pano de fundo das especulações tramita sob sigilo no STF, sob relatoria do ministro Gilmar Mendes. A Procuradoria-Geral da República (PGR) avalia se endossa um pedido da Polícia Federal para a abertura de inquérito destinado a investigar uma acusação feita por parlamentares de um suposto estupro de vulnerável pelo deputado.

Na semana passada, Gilmar encaminhou à PF uma solicitação da PGR para que haja diligências adicionais antes de decidir se há ou não elementos para a abertura de uma investigação.

Em nota, Gaspar classificou as acusações como “falsas, levianas e absolutamente irresponsáveis” e afirmou que se tratava de uma tentativa de desviar o foco das investigações sobre o INSS.

Emendas

Além da acusação dos parlamentares, Gaspar também teve uma emenda sua alvo de um procedimento do STF na semana passada. Na sexta-feira (7), o ministro Flávio Dino mandou a PF apurar se há indícios de crimes na execução de R$ 55,4 milhões na modalidade Pix. A decisão do magistrado se baseia em uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), que apontou "falhas sistêmicas" no controle dos recursos entre 2020 e 2024.

Entre as emendas listadas pelo TCU está uma de R$ 6,2 milhões enviadas por Gaspar para São José da Laje (AL), a 100 quilômetros da capital, Maceió. Segundo a auditoria, não é possível saber como o dinheiro foi gasto pela administração municipal.

Gaspar afirmou não ser investigado no procedimento que apura a aplicação dos recursos e que cabe à prefeitura de São José da Laje prestar contas. "As emendas parlamentares foram destinadas de forma regular ao município, conforme a legislação, cabendo exclusivamente à prefeitura a execução dos recursos e a respectiva prestação de contas", disse, acrescentando que "confia no trabalho dos órgãos de controle". A prefeitura também foi procurada, mas não respondeu.

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