Política

Hamilton Assis reage a megaoperação do RJ: “A Bahia não fica atrás"

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Daniel Serrano

por Daniel Serrano

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Publicado em 04/11/2025, às 19h24 - Atualizado às 19h40



O vereador de Salvador, Hamilton Assis (PSOL), foi o entrevistado desta terça-feira (4) do programa Giro Baiana 2ª Edição da rádio Baiana FM, com transmissão na BNewsTV.

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Na oportunidade, o psolista comentou sobre a operação policial que aconteceu no último dia 28 de outubro, no Rio de Janeiro, que deixou 121 pessoas mortas,  sendo  quatro policiais. Para o Hamilton, a polícia da Bahia "não fica atrás"

"A diferença é que a Bahia faz isso de forma homeopática, mas quando você faz a contabilidade no mês, no ano, aí você vai perceber que a quantidade de pessoas mortas pela ação da polícia é extremamente elevada", disse.

"A nossa população se vê encurralada entre o tráfico  e, ao mesmo tempo, com a lógica de enfrentamento que a polícia desenvolve que nivela todo mundo por baixo. Ou seja, que trata moradores de comunidade, de favela como marginais", emendou. 

Ao ser questionado sobre qual o caminho deveria ser adotado, Hamilton Assis defendeu investimentos em inteligência. 

"O governo comete um erro grave ao não investir necessariamente na investigação e em inteligência. Para você ter uma ideia, a Polícia Civil está extremamente sucateada. Então, você aposta em uma política muito mais repressiva, ostensiva do que numa política preventiva”, afirmou. 

Crítica ao PT

Esta não é a primeira vez que Hamilton Assis critica as ações policiais pelo governo de Jerônimo Rodrigues (PT). Em outubro, o vereador questionou a a eficácia da iniciativa diante do grande número de mortes de jovens negros em operações policiais. Para o psolista, o investimento de R$ 234 milhões no programa não tem se traduzido em redução da violência letal. 

“Não existe política de segurança eficaz enquanto o Estado enxergar a juventude negra como alvo e não como sujeito de direitos. O que vemos hoje é um estado que fala em equidade, mas é o mais letal do Brasil em números absolutos”, declarou, em nota nesta quinta-feira (2).

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