Política

João Roma se esquiva sobre suposta desfiliação do Republicanos; entenda

Vagner Souza/BNews

O ministro é pré-candidato a governador da Bahia

Publicado em 29/11/2021, às 13h19    Vagner Souza/BNews    João Brandão e Pedro Vilas Boas

O ministro da Cidadania, João Roma, se esquivou, em coletiva de imprensa hoje (29), sobre a suposta possibilidade de ser desfiliado do Republicanos por causa da disputa pelo governo da Bahia, em que o pernambucano é pré-candidato.

De acordo com reportagem do jornal O Globo, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) incentiva o ministro da Cidadania a se lançar ao governo. O Republicanos, porém, costura um apoio à pré-candidatura de ACM Neto (DEM), que atraiu o partido para seu grupo político ao articular, em 2016, a filiação de Roma, à época seu chefe de gabinete na prefeitura de Salvador. Roma e Neto estão rompidos desde que o primeiro assumiu o ministério, e o segundo tem rejeitado se vincular a Bolsonaro para evitar uma polarização que possa favorecer o pré-candidato do PT ao governo, o senador Jaques Wagner.

"Não tratei a respeito disso. O que estamos tratando no Republicanos é como o partido vai marchar na Bahia. E está cada vez mais forte a vertente de que devo me lançar candidato ao governo, dando suporte à reeleição de Bolsonaro", reforçou Roma.

Ainda segundo o jornal, por outro lado, a desfiliação de Roma é que passou a ser considerada no Republicanos, como forma de manter o acordo atual com o DEM. Reservadamente, pessoas ligadas ao partido também afirmam que há conversas com Wagner, que tenta atrair o partido para a chapa petista. O Republicanos foi aliado ao PT baiano nos dois mandatos de Wagner como governador, entre 2006 e 2014, e afastou-se na atual gestão de Rui Costa, mas segue tendo quadros com afinidade com o senador petista.

PEC dos Precatórios

Durante a coletiva de imprensa, o ministro João Roma também admitiu estar preocupado com a demora para o Senado analisar a PEC dos Precatórios, já aprovada na Câmara. A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) adiou na última quarta-feira (24) a votação do relatório da proposta, após um pedido de vistas apresentado por pelo menos quatro partidos. O projeto é importante para viabilizar o Auxílio Brasil.

"Estamos muito preocupados. Mas tenho evitado falar em data fatal, para não parecer ser que estou ameaçando os senadores. O que estamos fazendo é sensibilizar os senadores, como fizemos na Câmara dos Deputados", disse.

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