Política
por Henrique Brinco
Publicado em 24/04/2025, às 17h43 - Atualizado às 18h09
A nova lei de Salvador que prevê a oferta gratuita de medicamentos à base de cannabis medicinal, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), segue sem aplicação prática mais de um ano após ter sido sancionada pelo prefeito Bruno Reis (União Brasil).
O texto foi promulgado em março de 2023, com previsão de criação de uma comissão multidisciplinar para organizar os trâmites técnicos e clínicos necessários. O processo, contudo, ainda não avançou para a regulamentação.
Em agosto do ano passado, o BNews denunciou que pacientes ainda precisavam comprovar na Justiça a necessidade do medicamento para poder obter o fármaco.
A norma autoriza a distribuição de fármacos com Canabidiol (CBD) e Tetrahidrocanabinol (THC) em unidades públicas e privadas conveniadas. Doenças como epilepsia, Alzheimer, Parkinson e autismo estão entre as condições que podem se beneficiar do tratamento.
O tema voltou à pauta recentemente em reunião no dia 14 de abril entre o novo secretário municipal de Saúde, Rodrigo Alves, e o vereador André Fraga (PV), autor da proposta. "O que pedimos agora é agilidade para que os pacientes que tanto precisam desses medicamentos não fiquem à mercê da burocracia", declarou Fraga, em nota.
Estima-se que cerca de dois mil pacientes na Bahia já façam uso de compostos derivados da cannabis, segundo dados da Associação para Pesquisa e Desenvolvimento da Cannabis Medicinal no Brasil (Cannab).
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