Política

Ministro da Educação nega ter favorecido pastores na liberação de recursos do MEC; entenda

Valter Campanato/Agência Brasil

Áudio revelado pela Folha mostra gravação de conversa com pastores

Publicado em 22/03/2022, às 16h32    Valter Campanato/Agência Brasil    Redação BNews

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, negou que tenha dado preferência a pedidos de dois pastores evangélicos na liberação de verbas do Ministério da Educação (MEC). 

“Diferentemente do que foi veiculado, a alocação de recursos federais ocorre seguindo a legislação orçamentária, bem como os critérios técnicos do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE)”, diz o ministro, em nota oficial.

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“Não há nenhuma possibilidade de o ministro determinar alocação de recursos para favorecer ou desfavorecer qualquer município ou estado”, completa.

Nesta terça-feira (22), a Folha de São Paulo revelou a gravação de um áudio em que o ministro diz que isso atende a uma solicitação do presidente Jair Bolsonaro (PL). 
"Foi um pedido especial que o presidente da República fez para mim sobre a questão do [pastor] Gilmar", diz o ministro na conversa em que participaram prefeitos e os dois religiosos.

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Os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura têm, ao menos desde janeiro de 2021, negociado com prefeituras a liberação de recursos federais para obras de creches, escolas, quadras ou para compra de equipamentos de tecnologia. Os recursos são geridos pelo FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), órgão do MEC controlado por políticos do centrão.

Na reunião dentro do MEC, Ribeiro falava sobre o orçamento da pasta, cortes de recursos da educação, e a liberação de dinheiro para essas obras na presença de prefeitos, lideranças do FNDE e dos pastores Gilmar e Arilton. "Porque a minha prioridade é atender primeiro os municípios que mais precisam e, em segundo, atender a todos os que são amigos do pastor Gilmar", diz o ministro na conversa.

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