Política

Presidente da APLB fala sobre suspensão do Pé na Escola: 'Verba pública é para o setor público'

Bnews
Rui Oliveira, presidente da APLB, criticou o programa Pé na Escola durante evento de 1º de Maio  |   Bnews - Divulgação Bnews
Antonio Dilson Neto e Yuri Pastori

por Antonio Dilson Neto e Yuri Pastori

Publicado em 01/05/2026, às 10h42



O presidente da APLB-Sindicato, Rui Oliveira, criticou a manutenção do programa Pé na Escola pela Prefeitura de Salvador. Segundo o dirigente, a diretoria da entidade formalizou denúncias junto aos Ministérios Públicos Estadual (MP-BA) e Federal (MPF) por entender que recursos públicos da educação devem ser aplicados exclusivamente na rede pública de ensino, e não em instituições particulares.

Oliveira conversou com o BNews durante o ato pelo Dia do Trabalhador, atividade que acontece no estacionamento do Jardim de Alah e reúne entidades como CUT, PT, PCdoB, PSOL e sindicatos.

📲 Mantenha-se informado! Siga o CANAL DO BNEWS NO WHATSAPP e receba as principais notícias diretamente no seu dispositivo. Clique e não perca nada!

Oliveira defende que, em vez de comprar vagas no setor privado, a gestão municipal deveria investir na construção de novas unidades escolares.

Nós queremos que verba pública seja utilizada somente no setor público. O Pé na Escola utiliza a verba pública para escolas particulares, que é setor privado

"Queremos averiguação profunda, auditoria e que quem for culpado seja punido. A prefeitura tem que construir escolas para que a verba pública seja aplicada corretamente e que seja pago o piso salarial e respeitados os direitos dos trabalhadores", afirmou.

O programa chegou a ser suspenso provisoriamente, mas retornou enquanto os órgãos de controle aprofundam as investigações. O presidente da APLB destacou que o Ministério Público está acompanhando de perto o fluxo desses recursos e que a categoria aguarda uma conclusão breve do processo de auditoria.

Valorização Profissional

Rui Oliveira também cobrou a abertura de uma mesa de negociação setorial para discutir o reajuste salarial e a valorização dos profissionais da rede municipal.

O dirigente ressaltou a importância de um diálogo técnico, acompanhado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), para garantir resultados objetivos.

É fundamental a abertura de negociação para melhorar as condições e valorizar os profissionais da educação, concluiu.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)