Política

Simone Tebet defende que a redução da escala 6x1 seja debatida; veja o que ela disse

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Simone Tebet defende a mudança da escala 6x1 para 5x2, visando benefícios para trabalhadores e empresários  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Agência Brasil

Publicado em 13/03/2025, às 09h07 - Atualizado às 10h41   Maurício Viana



A ministra do planejamento, Simone Tebet (MDB), defendeu, nesta quarta-feira (12), que seja "colocada na mesa" a discussão sobre a redução da escala 6x1. Tebet disse que as modificações na jornada de trabalho serão uma forma de gerar produtividade, qualidade de trabalho e benefícios ao setor econômico. A declaração da ministra foi feita em entrevista à GloboNews.

"Não é só porque (a escala 6x1) é desumana. É porque (a escala 5x2) vai gerar economia, produtividade, qualidade no trabalho e o próprio empresário vai ganhar", afirmou.

O debate a respeito da escala 6x1 voltou à cena após uma proposta de emenda constitucional (PEC) apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP,) que sugere a criação da escala 4x3, onde é realizada uma jornada de quatro dias de trabalho e três dias de descanso. A ministra também defende que seja colocada em prática a igualdade salarial entre homens e mulheres, como forma de girar a economia.

"Isso faz parte do Brasil que queremos daqui a dois ou três anos", disse Tebet, afirmando que é necessário ter coragem para enfrentar essas questões.

Ela também defendeu que é necessário que o governo dialoge com os interesses da popúlação, declarando que acredita que a meta de justiça social seja comum para a esquerda e a direita, "mesmo que haja diferenças na forma".

Tebet também criticou os extremos políticos, acreditando que eles "pregam a violência, a privação de liberdade e a autocracia".

Porém, a ministra sugere que o governo do republicano Donald Trump deve ser tratado de maneira diplomática, já que os Estados Unidos são um parceiro comercial do Brasil.

Para Tebet, é necessário dar um tempo para que Trump compreenda que o mundo mudou nos últimos cinco anos, em um cenário em que, atualmente, o maior parceiro comercial do Brasil é a China.

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