Política
O Plano Municipal de Segurança Pública e Defesa Social foi apresentado nesta quinta-feira (6) aos vereadores da Câmara Municipal de Salvador (CMS). A proposta, de acordo com o edil da base do prefeito Bruno Reis (União Brasil), Maurício Trindade (PP), mostrou-se “genérica” uma vez que não houve o envolvimento da casa legislativa na formatação.
“O plano foi apresentado hoje por uma empresa, mas [é] um plano bem genérico, mostrando basicamente que o combate à violência passa por uma dezena de ações. O prefeito vai mandar para Casa para que nós estudemos o que foi apresentado, mas não teve nenhum envolvimento da Câmara. O que eu ressalvo aqui é o fato da Câmara, que é a voz da população, que é a voz da sociedade, não ter participado da formatação do plano, mas que olhará para a proposta e poderá apresentar soluções”, disse o vereador em entrevista ao BNews.
“Todos os 43 vereadores estão sofrendo diretamente e visualizando o problema da violência em todas as comunidades de Salvador. A pessoa que fez o plano relatou que chamou pessoas das comunidades para poder fazer as pesquisas, mas que não foi à comunidade por questão de segurança. Ela não viu ‘in loco’ o problema”, acrescentou o progressista.
Maurício Trindade destacou o projeto como um “bom plano”, mas contou que, até esta quinta, os vereadores não tinham conhecimento sobre o corpo da proposta. Para o vereador, a ausência da CMS no desenvolvimento do projeto é uma “lástima” e defende que os legisladores serão os responsáveis por apresentarem “soluções” por estarem mais perto do dia a dia da cidade.
“É uma lástima que os vereadores não tenham participado. Nós temos uma comissão de segurança pública, [nós] poderíamos já estar colaborando com isso. Foram várias entidades da sociedade que participaram, menos a Câmara dos Vereadores. E os vereadores que estão lá na base, sofrendo, até tem comunidade que você vai entrar, que não pode entrar. Determinados vereadores podem entrar e determinados vereadores não podem entrar [em localidades]”, destaca.
A expectativa é que o Plano Municipal de Segurança Pública e Defesa Social seja encaminhado ainda em 2025 à casa legislativa na nova leva de projetos do Executivo. Uma das preocupações levantadas pela oposição é que o tempo para analisar a proposta seja curto, uma vez que o recesso na CMS está marcado para 17 de dezembro, o que tem sido rebatido pela base governista.
Questionado se haverá tempo hábil para que os vereadores estudem a proposta, Maurício Trindade defende que o projeto será analisado com “calma” pela casa legislativa.
“Eu acredito que vai acrescentar muito ao plano essa passagem pela Câmara, que poderá receber emendas. E eu acredito que é um bom plano. O interessante é que tem apoio do governo do Estado e do município. O plano passa por educação, por uma ação social, por parte econômica, passa por medidas básicas como iluminação, como empregabilidade. É um problema extremamente genérico. Vai caber muito à Câmara aprovar [o plano]. É uma pena que ele tenha sido apresentado sem nenhuma participação da Câmara, mas terá tempo para a Câmara analisar com calma, até mesmo para a comunidade debater”, complementou.
O líder do governo na Câmara de Salvador, Kiki Bispo (União Brasil), confirmou que a ideia é que o plano voltado para segurança chegue, de fato, em breve. A votação, segundo o vereador, será posta em plenário caso seja o “entendimento dos líderes”.
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