Salvador

Bruno Reis quer decisão sobre Carnaval: "Tem que ser feito alguma coisa"

Dina

O prefeito citou o impacto econômico da festa, que gera até R$ 1,5 bilhão e milhares de empregos

Publicado em 09/11/2021, às 10h04    Dina    Nilson Marinho e Luiz Felipe Fernandez

Após anunciar que vai tentar se reunir com o governador da Bahia, Rui Costa (PT), para juntos decidirem sobre a realização do Carnaval em Salvador no próximo ano, o prefeito Bruno Reis cobrou nesta terça-feira (9) agilidade na resolução do caso. 

O chefe do Palácio Thomé de Souza defende que seja selado um acordo, nem que para isso seja imposta uma condição epidemiológica para que a festa aconteça, mas que é preciso ter a palavra final quanto antes.

"Fatalmente temos que tomar essa decisão agora, neste mês, para dar tempo de organizar. Tem que ser uma decisão condicionada, se lá na frente ver que temos números com condição, vamos ter Carnaval. Se não, não vai ter. Mas tem que ser feita alguma coisa. A inércia representa que não vai ter Carnaval", criticou Bruno, ao ser perguntado sobre a pesquisa recente do portal R7 que mostrou que 60% da população é contra a folia na capital baiana em 2022.

Antes, o prefeito citou o impacto econômico da festa, que gera até R$ 1,5 bilhão e milhares de empregos durante os sete dias de festa, mas também durante todo o ano.

"Vocês passaram na Sempre [Secretaria de Promoção Social] e viram a quantidade de pessoas buscando auxílio-emergencial? A quantidade de pessoas em situação de rua? O impacto desse segmento não funcionar na nossa economia é de R$ 1,5 bilhão. Quantas pessoas sem renda… ", relatou.

Para Bruno Reis, o resultado de proibir a festa em Salvador vai ser a migração dos artistas e dos soteropolitanos com condições financeiras para curtir o Carnaval em outras cidades, com o risco de se contaminarem e trazerem a Covid-19 para a terra natal. 

O prefeito também lembrou que a opinião pública sobre a festa já foi ainda pior, e que não se surpreenderá se até fevereiro a maioria já estiver a favor da realização do Carnaval. Outra dificuldade, destaca, é controlar a população de festejarem nas ruas e bairros.

"Vamos instalar barreira sanitária para quem entrar no país, vamos ter como exigir comprovante de vacinação para entrar nos circuitos, camarotes, blocos. É uma festa voltada para os jovens. Se não for feito o Carnaval aqui, sabe o que ocorre na prática? Outros lugares vão fazer, artistas vão correr para se apresentar lá, quem tiver condição de viajar para fora, vai [...] como também vai ser difícil controlar nos bairros e em todos os lugares da cidade que podem ter aglomeração no período, se for o clima que está hoje. Tudo está sendo levado em consideração para tomar essa decisão", salienta.

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