Salvador
por Rafaela Kalil e Yuri Pastori
Publicado em 01/07/2026, às 11h12 - Atualizado às 11h40
Professores e mães realizam uma manifestação na Avenida Afrânio Peixoto, na manhã desta quarta-feira (1), contra o fechamento da Escola Municipal Paulo Mendes de Aguiar, no Rio Sena, em Salvador. O decreto da Prefeitura da capital baiana foi publicado no Diário Oficial do Município da última quinta-feira (25).
Presente no ato, a professora municipal e diretora da APLB Sindicato, Hercia Azevedo, explicou o motivo do protesto e a situação dos alunos com a decisão.
“Nós estamos aqui com o trabalho que [Rui Oliveira, presidente do sindicato] já vinha fazendo através do Ministério Público, da APLB, junto com a comunidade e a escola, para poder impedir que Bruno Reis fechasse essa escola. E pasmem, em pleno ano letivo, nós estamos em junho, no recesso letivo, ele fecha a escola e deixa os alunos à deriva", protestou.
De acordo com a docente, o fechamento da escola deixa os alunos numa situação difícil. Ela alertou para possíveis problemas de adaptação dos discentes ao mudar o local de ensino.
“Alunos especiais, que não se adaptam a qualquer lugar de qualquer forma. Então, ele não pensou nas nossas crianças, na comunidade, nos pais, nos alunos, na educação. Então Bruno Reis precisa ser responsabilizado. Havia um acordo com o Ministério Público, ele não respeitou o MP, não respeitou o Compor, que estava... é uma instituição que media as negociações. Ele não respeitou ninguém", disse.
Ela fez um apelo e cobrou responsabilidade ao prefeito de Salvador. Segundo ela, Bruno Reis precisa ouvir a comunidade e respeitar a recomendação dos órgãos públicos.
"Bruno Reis é prefeito, administra, não é dono! Ele não pode fazer o que ele quer da cabeça dele. Ele tem que fazer as coisas certas, corretas, que um administrador responsável deve fazer. A forma como ele está fazendo não é responsável, é desrespeitosa, é humilhante! É tratar as crianças, a escola como uma quitanda", declarou.
A coordenadora da escola, Denise Souza, destacou que durante a sua experiência nunca viu esse tipo de situação acontecer.
"O que está acontecendo na Escola Paulo Mendes de Aguiar, eu peço a atenção de toda a cidade, não é normal. Não é", declarou."Estamos profundamente indignadas e não vamos nos calar. Nós vamos continuar defendendo a escola...", finalizou.
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