Salvador
Um registro recente de uma marca no teto da Basílica Santuário Nosso Senhor do Bonfim, em Salvador, acima do altar-mor, levantou questionamentos pontuais sobre a conservação do templo, um dos principais patrimônios históricos, religiosos e culturais da Bahia, especialmente neste período que antecede a tradicional Lavagem do Bonfim, quando o fluxo de fiéis e visitantes é intensificado.
As imagens foram encaminhadas à redação do BNEWS por um leitor, que demonstrou preocupação com a segurança no local. O ponto observado apresenta uma fissura, sem sinais visíveis de desprendimento de material ou comprometimento estrutural aparente, mas motivou a busca por esclarecimentos técnicos.
Procurada pela reportagem, a Irmandade do Senhor do Bonfim, responsável pela administração da Basílica, informou que o registro se refere a um processo de dilatação da pintura, fenômeno considerado comum em edificações históricas, sobretudo em áreas que passaram por intervenções de restauro.
Em nota, a Irmandade destacou que o altar-mor foi restaurado em 2019, por meio de recursos da Prefeitura de Salvador, com acompanhamento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), além de emenda parlamentar do então deputado federal José Carlos Aleluia.
A Irmandade também informou que, em 2025, a Basílica passou por vistoria técnica do Iphan, que resultou em recomendações de melhorias. As intervenções indicadas foram executadas ao longo do ano pela atual administração, incluindo manutenção do telhado, dedetização preventiva contra cupins, adequações nas instalações elétricas e instalação de iluminação técnica nos desvãos da cobertura, além do atendimento às exigências do Corpo de Bombeiros.
O BNEWS teve acesso ao relatório técnico final da empresa Calazans Arquitetura e Restaurações Ltda., responsável pelas intervenções, que atesta a conclusão dos serviços em duas etapas, realizadas em maio e outubro de 2025. O documento descreve ações de manutenção, limpeza e conservação do madeiramento de sustentação dos forros, recomposição pontual de peças comprometidas, organização dos cabeamentos elétricos e implantação de iluminação permanente para fins de inspeção e segurança, sem registro de risco estrutural ao templo.
Já o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em nota enviada ao Bnews, esclareceu que o altar-mor da Basílica do Senhor do Bonfim foi restaurado em 2019.
"Até o momento, não há registro de qualquer situação de risco em relação ao bem cultural tampouco o Instituto recebeu qualquer comunicação por parte de seus proprietários a respeito. A autarquia trabalha junto com os gestores da Basílica em sua preservação. Finalmente, a foto apresentada na demanda sugere apenas descolamento de pintura, não sendo conclusiva sobre existência de fenda ou risco", finalizou.
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