Saúde
por Leonardo Oliveira
Publicado em 09/06/2025, às 17h11
Imagine alcançar os efeitos metabólicos de um jejum prolongado sem precisar passar longos períodos sem comer. Essa é a proposta da Dieta Imitadora do Jejum (DIJ), um protocolo alimentar que promete os mesmos benefícios do jejum tradicional, como a melhora da sensibilidade à insulina e a ativação da autofagia, mas com a ingestão controlada de alimentos.
A DIJ consiste em um plano alimentar restritivo de cinco dias consecutivos, focado na redução de calorias, baixo consumo de proteínas e carboidratos, e maior ingestão de gorduras boas. O objetivo é induzir o corpo a entrar em um estado metabólico semelhante ao do jejum, mesmo com a pessoa se alimentando.
Como funciona a Dieta Imitadora do Jejum?
O protocolo se baseia em alimentos de baixo índice glicêmico, com predominância de vegetais com pouco amido, oleaginosas e azeite de oliva. "A proposta é simular os efeitos do jejum prolongado de forma mais segura e viável para a maioria das pessoas, sem exigir abstinência completa de alimentos", explica o nutricionista Carlos Eduardo Haluch, professor e coordenador da faculdade Uniguaçu.
A nutricionista Vanessa Costa complementa que a alimentação é estrategicamente desenhada para que o organismo "entenda" que está em jejum. "A gente reduz calorias por um curto período, com uma alimentação que ativa processos celulares como a autofagia, mas com o mínimo de restrição possível", esclarece.
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Principais benefícios
Estudos associam a Dieta Imitadora do Jejum a uma série de vantagens para a saúde, incluindo a redução da gordura visceral e a melhora de indicadores como glicemia e colesterol.
Segundo os especialistas, outros benefícios incluem:
Em alguns estudos, foi associada à redução da idade biológica e à melhora da saúde imunológica. "A dieta dá um descanso ao sistema digestivo sem comprometer a ingestão de nutrientes essenciais", afirma Vanessa Costa.
Indicações, riscos e contraindicações
A DIJ é frequentemente indicada para quem busca um "reset" metabólico ou deseja iniciar um processo de emagrecimento sem recorrer a jejuns absolutos. "Costumo indicar a DIJ para quem quer melhorar marcadores inflamatórios ou iniciar uma reeducação alimentar sem impacto comportamental tão alto", diz Vanessa.
Apesar de ser menos radical que o jejum completo, o método exige cuidados. A restrição calórica pode causar efeitos colaterais como dor de cabeça, fadiga e irritabilidade, principalmente nos ciclos iniciais.
A dieta não é recomendada para os seguintes grupos:
Pessoas com doenças crônicas descompensadas ou que têm hipoglicemia frequente. "Como toda intervenção mais restritiva, ela precisa ser ajustada ao contexto clínico de cada pessoa", alerta Haluch.
Os especialistas são unânimes: a DIJ deve ser sempre realizada com o acompanhamento de um profissional qualificado para garantir a segurança e o sucesso do protocolo.
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