Justiça
Publicado em 26/06/2026, às 18h46 Reprodução Antonio Dilson Neto
A ID Gestora de Recursos (ID Capital) e a Asarock passaram a ocupar o centro das atenções do mercado financeiro e de autoridades federais após assumirem o controle de dezenas de fundos bilionários herdados após a liquidação extrajudicial da Reag pelo Banco Central (BC), ocorrida no início de 2026.
A rápida movimentação gerou o apelido de "nova Reag" nos bastidores do mercado e colocou a estrutura sob o escrutínio da Polícia Federal (PF).
📲 Mantenha-se informado! Siga o CANAL DO BNEWS NO WHATSAPP e receba as principais notícias diretamente no seu dispositivo. Clique e não perca nada!
A migração desses ativos bilionários ocorre em paralelo ao avanço das investigações da Operação da PF que apura fraudes no Banco Digimais. A ID Capital e executivos ligados à estrutura são alvo de buscas e investigações por suspeita de operar um mecanismo financeiro voltado para ocultar rombos e realizar maquiagem contábil na instituição financeira.
A atuação de Ihury Darmont e sua posição na engrenagem corporativa do grupo estão no centro das linhas de apuração da Polícia Federal e das reportagens que detalham o caso. O executivo possui vínculos diretos e indiretos com os braços operacionais da holding, aparecendo associado a empresas do grupo como a GRID e a ID CTVM.
O nome de Darmont ganhou maior visibilidade após ser mencionado na reportagem da revista Piauí que detalha a situação do Digimais. Segundo a publicação, voltaram ao debate operações envolvendo o empresário Roberto Campos Marinho, sócio da gestora Yards, além da presença da ID Corretora como administradora de determinados fundos relacionados ao banco.
Segundo os relatórios de investigação, a função atribuída a Darmon na estrutura da ID conecta-se diretamente à estratégia de recepção e acomodação dos fundos vindos da antiga Reag. A PF apura se a sua atuação na gestão dos ativos serviu como ponte para dar continuidade a operações financeiras sob suspeita, ligando o seu nome aos desdobramentos das buscas que também miraram figuras conhecidas no mercado como "Beto" e "Bala".
O ponto central que atrai a fiscalização das autoridades aduaneiras e financeiras é o uso de fundos de investimento estruturados para mascarar a real situação patrimonial do Banco Digimais. A suspeita da Polícia Federal indica que os fundos agora geridos pela ID Capital eram utilizados em operações circulares de crédito e aportes artificiais.
Essa dinâmica consistia em:
Aporte em fundos: Recursos do banco ou de empresas ligadas eram direcionados a fundos geridos pelo grupo.
Retorno de capital: Os fundos adquiriam ativos estressados ou inflados para gerar receitas fictícias nos balanços do Digimais.
Ocultação de perdas: A manobra evitava o provisionamento correto de perdas exigido pelo Banco Central, maquiando o balanço contábil da instituição.
A reportagem do Estadão aponta que a migração dos fundos seguiu ritos formais de transferência de carteiras permitidos pela regulação após a queda da Reag. A defesa dos executivos e a administração da ID Capital sustentam a regularidade de suas operações de mercado, afirmando que a assunção dos fundos bilionários seguiu critérios estritamente técnicos de governança e que a empresa colabora com as autoridades para prestar todos os esclarecimentos sobre os negócios com o Banco Digimais.
Tradicional marca de automóveis anuncia demissão em massa de 100 mil funcionários
Prefeitura de Salvador fecha escola no Rio Sena apesar de recomendação do MP; entenda