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Limões brasileiros vendidos na Europa são identificados com substância potencialmente cancerígena

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Amostras dos limões foram colhidas em oitos países  |   Bnews - Divulgação Divulgação

Publicado em 23/04/2023, às 06h30 - Atualizado em 24/04/2023, às 13h59   Filipe Ribeiro



A organização ambiental Greenpeace revelou um relatório que identificou limões produzidos no Brasil e vendidos na Europa contendo substância potencialmente cancerígena. Foram testadas 52 amostras da fruta comprada em supermercados e mercados em diversos países, e todas, exceto uma, continham resíduos de agrotóxicos.

O relatório ainda aponta que "seis entre os ativos encontrados não são aprovados para uso na União Europeia (UE)". Um terço das amostras ainda continha glifosato, um herbicida potencialmente cancerígeno.

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As amostras foram colhidas em estabelecimentos na Áustria, Bélgica, França, Alemanha, Itália, Holanda, Espanha e Suécia.

De acordo com a coordenadora de Agricultura e Alimentação do Greenpeace Brasil, Marina Lacôrte, existe a necessidade de acabar com o acordo UE-Mercosul, que facilita a entrada e a saída de substâncias tóxicas, "muitas que sequer são aprovadas para uso dentro da própria União Europeia".

“Em primeiro lugar, os gigantes químicos europeus já produzem e exportam para o Brasil substâncias altamente tóxicas, muitas que sequer são aprovadas para uso dentro da própria União Europeia, o que já suficientemente injusto e absurdo, embora a região acabe por reimportar algumas delas na forma de resíduos nos alimentos", disse Marina Lacôrte.

"Em segundo lugar, o acordo chancela uma relação comercial tóxica entre a União Europeia e os países do Mercosul, consolidando uma conduta neocolonial e extrativista com consequências assimétricas inaceitáveis. E por fim, o acordo ainda perpetua um modelo agrícola e econômico que está destruindo nosso planeta em um momento em que o mundo clama por uma mudança de rota. Ambos os governos, brasileiro e europeu, precisam enterrar o acordo UE-Mercosul de uma vez por todas” concluiu.

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