Cidades

Presidente do MDB de Feira de Santana critica veto à construção do Hospital Municipal: 'infeliz'

Ascom/Câmara Municipal de Feira de Santana

Em entrevista ao BNews, vereadora Lu de Ronny, presidente do MDB de Feira, marcou posição contra Colbert Martins

Publicado em 29/07/2022, às 19h02    Ascom/Câmara Municipal de Feira de Santana    Daniel Brito

Presidente municipal do MDB de Feira de Santana, a vereadora e enfermeira Lu de Ronny criticou, em entrevista ao BNews, o veto do prefeito Colbert Martins à construção do Hospital Municipal para o ano de 2023.

As obras da nova unidade tinham sido aprovadas pela Câmara Municipal e contavam com uma previsão orçamentária de R$ 50 milhões, mas o prefeito alegou que a construção do hospital está prevista para o ano de 2024. "Trata-se de um compromisso previsto no PPA para o exercício de 2024, portanto não devendo ser relacionado nas prioridades de 2023", declarou em seu veto.

"O prefeito foi infeliz com essa posição de vetar. Inclusive, isso foi promessa de campanha durante as andanças políticas dele. Eu, enquanto vereadora, e a Câmara Municipal de Feira de Santana, tomamos um posicionamento de fazer mudanças na LDO para remanejar o dinheiro e esse hospital tão sonhado ser construído. Me assusta [a decisão] por ele ser médico", afirmou Lu. 

Perguntada sobre o fato de Colbert ser seu correligionário, a edil disse que isso não impede seu posicionamento contrário à decisão. Lu de Ronny é presidente do diretório municipal do MDB, que já anunciou apoio ao pré-candidato do PT ao Governo do Estado, Jerônimo Rodrigues. Individualmente, mesmo filiado ao partido, Colbert apoia ACM Neto (União Brasil).

"Eu tenho que estar ao lado do povo e tomar decisões que são benéficas para o povo. Afinal de contas, o município pode e deve priorizar a saúde pública. Quando existiu esse posicionamento, entre outras posições e comportamentos abusivos com os quais não coaduno, não posso estar concordando só porque sou da sigla. Sou do MDB e não posso esquecer que quem me elegeu foi o povo", adicionou.

Outros projetos vetados pela prefeitura após aprovação da Câmara de Vereadores para o exercício do próximo ano foram a promoção de políticas públicas para cidadania no trânsito e a inclusão social através de cursos e serviços; a promoção de políticas públicas em favor das minorias sociais; o enfrentamento ao racismo e reparação de suas consequências, com especial atenção às comunidades quilombolas; A priorização dos direitos sociais da mulher no combate a qualquer forma de violência, desburocratizando o acesso aos aparelhos públicos e facilitando o acolhimento emergencial.

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