Justiça

Operação Kariri: Justiça condena seis pessoas da mesma família por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro

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Justiça também determinou o confisco de imóveis e 500 cabeças de gado  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Bernardo Rego

por Bernardo Rego

Publicado em 01/04/2025, às 18h41



Após denúncia feita pelo Ministério Público da Bahia (MPBA), no âmbito da Operação Kariri, a Justiça através de sentença proferida pela 3ª Vara Criminal da Comarca de Feira de Santana, condenou seis pessoas de uma mesma família por crimes de organização criminosa para o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. 

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De acordo com o MP, os condenados fazem parte de um grupo familiar criminoso que atuava há décadas na cidade de Feira de Santana e região, abastecendo o mercado de drogas ilícitas local e lavando o dinheiro do crime com compra de imóveis, entre apartamentos de luxo e fazendas. Da decisão ainda cabe recurso, e por determinação judicial, os réus vão poder recorrer em liberdade. 


A sentença também determinou o confisco definitivo de bens, entre 11 imóveis, 15 veículos e mais de 500 cabeças de gado, que ainda serão periciados, podendo chegar ao valor de R$ 50 milhões. 


As penas foram estabelecidas de cinco a 16 anos de prisão. A organização criminosa era liderada por Rener Umbuzeiro, já falecido. Sua esposa, Niedja Maria de Lima Souza Umbuzeiro e sua filha Larissa Gabriela Lima Umbuzeiro foram condenadas com a maior pena, a 16 anos e seis meses de prisão. Elas foram apontadas nas investigações como chefes do núcleo financeiro e responsáveis pela gestão e fluxo dos ativos ilícitos, organizando a ocultação e dissimulação patrimonial, sendo que Larissa coordenava todo o processo de lavagem de dinheiro. Além delas, foram condenadas Clênia Maria Lima Bernardes (irmã de Niedja), Paulo Victor Bezerra Lima (esposo de Larissa), Gabriela Raizila Lima de Souza (sobrinha de Niedja) e Robélia Rezende de Souza. 


Conforme a denúncia do MPBA, o modus operandi da organização envolvia o uso de laranjas para registrar bens e movimentar dinheiro sem serem identificados. As investigações provaram, a partir de diversos flagrantes de apreensão de maconha e evidências de plantio, que os denunciados estavam envolvidos com a lavagem de dinheiro proveniente das atividades de tráfico.

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