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Cantos homofóbicos são entoados por torcida do Corinthians em clássico contra o São Paulo

Foto: Divulgação/ Ag. Corinthians

Clássico do Corinthians contra o São Paulo pelo Campeonato Brasileiro acabou empatado em 1x1

Publicado em 22/05/2022, às 20h46    Foto: Divulgação/ Ag. Corinthians    Redação

Uma partida que valia a liderança, com casa cheia (44.899 pessoas presentes, maior público do Corinthians em 2022), ânimos exaltados e clima de clássico. O jogo entre Corinthians x São Paulo pela Série A do Campeonato Brasileiro, neste domingo, poderia ser marcado por ter sido um bom confronto, que inclusive valia liderança. Mas cenas negativas chamaram atenção: parte da torcida corinthiana entoou cânticos homofóbicos contra o São Paulo.

Os locutores do estádio, através do sistema de som, pediram para que os torcedores parassem com os gritos, reforçando que o Corinthians poderia ser punido.

Aos cinco minutos do segundo tempo, o árbitro Wilton Pereira Sampaio paralisou a partida e comunicou o quarto árbitro sobre os gritos da torcida.

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Presidente do Corinthians, Duílio Monteiro comentou o caso na zona mista da Neo Química Arena, em São Paulo. "A gente é totalmente contrário a esse tipo de canto, mesma forma que é contra racismo e agressão a mulher. Esse tipo de canto, de homofobia, nós somos contra. A gente vem conversando com torcedores, fazemos campanhas", disse Duílio.

Ainda segundo o presidente corinthiano, a administração do estádio se posicionou todas as vezes que os gritos foram entoados. "Botamos no telão, a locutora reprimiu. A gente não acha correto. O futebol está mudando. A torcida até parou de fazer a ofensa que estava fazendo. Temos de insistir nisso para acabar com qualquer discriminação. Estamos em 2022, não faz mais sentido, mesmo no futebol, é hora de parar", afirmou o dirigente.

Desde 2019, existe uma recomendação do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) prevendo que os clubes poderão ser punidos com perda de pontos em casos de gritos homofóbicos entoados nos estádios. Assim como fora do universo do futebol, os atos de preconceito serão enquadrados como uma atitude indisciplinar.

A decisão, que foi enviada aos clubes, afirma que a nova orientação é de que árbitros e assistentes serão incentivados a agir contra os gritos e atitudes homofóbicas, como o entoado por algumas torcidas quando o goleiro adversário vai bater o tiro de meta e é chamado de "bicha".

Os cantos e atitudes homofóbicas poderão ser punidos com perda de três pontos, sendo o dobro da pontuação para reincidentes. A decisão ainda afirma que, além da súmula dos árbitros, outros modos para identificar as injúrias poderão ser levadas em conta. A análise é feita caso a caso.

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