Esporte
O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ednaldo Rodrigues, convocou os presidentes das federações estaduais para uma reunião nesta terça-feira (13), na sede da entidade, no Rio de Janeiro. O objetivo do encontro foi apresentar a estratégia de defesa diante das recentes acusações que ameaçam sua permanência no cargo.
O principal foco das discussões foi a denúncia de falsificação da assinatura de Antonio Carlos Nunes, o coronel Nunes, ex-presidente da CBF, em um acordo homologado no Supremo Tribunal Federal (STF). A acusação gerou tensão nos bastidores da confederação. Para esclarecer a situação, o diretor jurídico da CBF, André Mattos, foi responsável por expor a versão da entidade aos dirigentes.
Segundo o jornalista Marcel Rizzo, a apresentação tentou descredibilizar a nova ação movida no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), sustentada em uma perícia que aponta a suposta falsificação da assinatura de Nunes. A CBF, no entanto, classificou o documento como inconclusivo.
Coluna do @marcrizzo | Ednaldo busca apoio das federações e tenta mudar foco na CBF diante de risco de afastamento #EstadãoEsportes https://t.co/rJ9tAPM9BB
— Estadão Esportes (@EstadaoEsporte) May 13, 2025
Mesmo com os esforços para conter a crise, nenhum representante da diretoria conseguiu garantir que Ednaldo Rodrigues não possa ser afastado novamente. Um dos presidentes de federação presentes admitiu à coluna que a possibilidade de afastamento é real e conhecida entre os dirigentes.
O acordo questionado foi o mesmo que havia garantido a retomada temporária do mandato de Ednaldo, após decisão anterior do TJ-RJ que o havia afastado por supostas irregularidades no processo eleitoral da CBF. Embora tenha negado novos pedidos de suspensão, o ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou que o TJ-RJ apure a possível falsificação, medida que aumentou a preocupação entre os cartolas.
Ancelotti expõe possível 'quebra de acordo' da CBF e esbraveja após perguntas sobre Seleção Brasileira; veja vídeo #ancelotti #cbf https://t.co/rZTDBbB2eN
— BNews (@bnews_oficial) May 13, 2025
Em busca de apoio, Ednaldo intensificou a aproximação com presidentes de federações, inclusive com os mais distantes politicamente. O ambiente na confederação já vinha sendo desgastado por denúncias recentes, como a revelação feita pela revista Piauí de que os salários dos presidentes das federações estaduais teriam saltado para R$215 mil mensais, o que gerou desconforto e suspeitas de vazamentos internos.
Diante do risco de novo afastamento, Ednaldo antecipou na segunda-feira (12) o anúncio da contratação do técnico italiano Carlo Ancelotti para comandar a Seleção Brasileira, antes mesmo que o Real Madrid oficializasse sua saída. Segundo relatos, o presidente da CBF demonstrava maior entusiasmo com o anúncio, contrastando com o abatimento observado nos dias anteriores.
Aliados de Ednaldo agora apostam que o foco da opinião pública se volte para o futuro da Seleção sob o comando de Ancelotti e a expectativa sobre a primeira convocação do treinador, aliviando a pressão sobre a crise institucional da entidade.
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