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Advogado afirma que lucro bilionário dos planos de saúde ocorre 'às custas do sofrimento do consumidor'; assista

Agência Brasil
Setor de planos de saúde acumulou R$ 17,9 bilhões de lucro líquido entre janeiro e setembro de 2025, segundo a ANS  |   Bnews - Divulgação Agência Brasil
Redação BNews

por Redação BNews

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Publicado em 12/12/2025, às 11h37



A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou, na quinta-feira (11), que o setor de planos de saúde acumulou R$ 17,9 bilhões de lucro líquido entre janeiro e setembro de 2025, resultado equivalente a 6,2% da receita total do período. O desempenho, considerado positivo pela agência, reflete também a queda da sinistralidade para 81,9%, o menor índice desde 2021.

No entanto, para o advogado Leonardo Martinez, especialista Direito à Saúde, os números revelam apenas parte da realidade. De acordo com ele, o lucro bilionário divulgado pela ANS é impulsionado, em grande medida, por práticas abusivas que impactam diretamente pacientes em situação de vulnerabilidade.

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"Quase 19 bilhões. O que você acha disso? Não sou contra o lucro bilionário. O que questiono é que grande parte desse resultado se constrói às custas do sofrimento do consumidor e do usuário de planos de saúde", disse em um vídeo publicado nas redes sociais.

Martinez listou uma série de irregularidades que, segundo ele, contribuem para o superávit das operadoras:

  • descumprimento de decisões judiciais;
  • cancelamentos unilaterais de contratos mesmo com pacientes em tratamento de câncer, cardiopatias ou pessoas com deficiência;
  • reajustes de mensalidades que chegam a 40%, 70% e até 110%;
  • falta de estrutura, profissionais habilitados e capacidade real de atendimento.

"Os planos de saúde insistem em espalhar a narrativa de que vão quebrar por causa do número de ações judiciais. Os números mostram exatamente o oposto: lucros bilionários que se repetem ano após ano", destacou.

O advogado alertou, por fim, que se o Judiciário não assumir uma postura rigorosa contra as abusividades, quem corre o risco de quebrar não são as operadoras, mas sim a sociedade.

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