Meio Ambiente
Publicado em 22/11/2024, às 19h30 Andrea Vialli
Dentre as empresas brasileiras que marcaram presença na COP29, a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, está a Natura, que levou uma delegação de executivos para Baku, Azerbaijão.
A participação da empresa na COP29 envolveu o acompanhamento de temas como os novos compromissos climáticos do Brasil no âmbito do Acordo de Paris, as discussões sobre o mercado de carbono e também a realização da COP30 em Belém em 2025, posto que a empresa tem operações no Pará e comunidades amazônicas entre os principais fornecedores.
Segundo Angela Pinhati, diretora de sustentabilidade da Natura, as COPs de clima são espaços para as empresas acompanharem os desdobramentos das decisões que são tomadas pelos países que compõem a Convenção do Clima da ONU, como novas políticas e regulamentações. Também é um espaço de troca de conhecimentos.
"É um ambiente de muita troca, onde estão várias outras instituições renomadas e de referência para a transição climática, a biodiversidade e os temas sociais. Temos também a oportunidade de compartilhar os trabalhos que a gente vem fazendo na agenda de sustentabilidade da Natura", diz a diretora.
Entre eles, está o plano de transição para a neutralidade em carbono da empresa, onde as emissões de gases de efeito estufa são divididas em três escopos - 1, 2 e 3, sendo que o escopo 1 diz respeito às emissões diretas da atividade da empresa, o escopo 2, às emissões indiretas (como o consumo de energia) e o escopo 3 estão ligadas à logística, formulações de produtos e embalagens.
A meta é alcançar emissões líquidas zero, o chamado net zero, nos escopos 1 e 2 e reduzir as emissões do escopo 3 em 42% até 2030, meta alinhada com o Acordo de Paris. Para chegar lá, a Natura aposta em estratégias ligadas à economia circular, como a incorporação de materiais reciclados nas embalagens e a redução de emissões de gases de efeito estufa na cadeia de suprimentos.
“Estamos na COP29 também olhando para oportunidades, caminhos de inovação, investimento e tecnologia para fomentar e acelerar essa agenda, que é fundamental para a descarbonização da indústria brasileira", afirma Fernanda Facchini, gerente de mudanças climáticas e economia circular da Natura.
A realização da COP30 em Belém, em 2025, deve atrair atenção e investimentos para a Amazônia. A Natura inaugurou, há dez anos, uma fábrica de sabonetes em Benevides, na região metropolitana de Belém, e compra matéria-prima diretamente de comunidades extrativistas da Amazônia. "A Natura opera na região e quer deixar um legado, uma transformação estruturante para as pessoas que vivem ali, para além da COP30", diz a executiva.
A empresa também está atenta às oportunidades do mercado de carbono, um dos pontos da agenda climática que mais avançaram na COP29, com o acordo em torno do Artigo 6.4 do Acordo de Paris, que trata do mercado de carbono global. O tema também avançou internamente, com a aprovação, pelo Congresso Nacional, do PL que regulamenta a questão.
“Esse é um ponto relevante, é preciso olhar para o aspecto ambiental e a integridade desses créditos de carbono, garantindo que as comunidades da Amazônia que estão conservando a floresta em pé sejam as principais beneficiadas e recebam recursos desse financiamento externo que vem através desses acordos mundiais", diz João Teixeira, gerente de transição climática da Natura.
A COP29, Conferência da ONU sobre mudanças climáticas, estava prevista para ser encerrada hoje (22) em Baku, Azerbaijão, mas deve se estender até o final de semana em razão de um impasse nas negociações. A COP 29 conta com cobertura exclusiva do BNews.
Classificação Indicativa: Livre
Cupom de lançamento
Imperdível
Super desconto
Café perfeito
famoso copo