Política

Ministra do STF vê 'gravidade' em denúncia de interferência de Bolsonaro no MEC

Carlos Moura/SCO/STF

Cármen Lúcia, ministra do STF, pediu para a PGR se manifestar sobre pedido de deputado para apurar conduta do presidente Jair Bolsonaro (PL)

Publicado em 28/06/2022, às 18h39    Carlos Moura/SCO/STF    Redação BNews

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, enviou para análise da Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido apresentado pelo deputado Israel Batista (PSB-DF) para que o presidente Jair Bolsonaro (PL) seja investigado nos casos de corrupção no Ministério da Educação (MEC).

A deliberação ocorreu após a magistrada observar "gravidade" em uma susposta interferência do liberal nas apurações de irregularidades na pasta.

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Conforme o G1, o envio à PGR é praxe nesse tipo de caso. Isso porque cabe ao Ministério Público analisar se há indícios para abrir uma investigação.

"Considerando os termos do relato apresentado e a gravidade do quadro narrado, manifeste-se a Procuradoria-Geral da República", escreveu a ministra em despacho.

A Polícia Federal (PF) apura a suspeita de que pastores teriam intermediado a liberação de recursos do Ministério da Educação.

No último dia 22, o ex-ministro Milton Ribeiro e os pastores denunciados foram presos. Um dia depois, eles foram soltos, por decisão da Justiça.

Segundo interceptação telefônica feita pela corporação, em 9 de junho, Ribeiro disse a uma filha que Bolsonaro havia lhe relatado "pressentimento" de que o ex-ministro poderia ser usado para atingir o presidente.

Na conversa, Ribeiro também fala da possibilidade de ser alvo de busca e apreensão, o que acabou acontecendo dias depois.

Com base nessa e em outras gravações, o Ministério Público pediu autorização da Justiça para apurar se houve interferência de Bolsonaro nas investigações sobre Ribeiro. O caso foi enviado para análise do STF.

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