Política
por Rebeca Santos
Publicado em 25/02/2026, às 06h34
A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta terça-feira (24/2), o Projeto de Lei (PL) Antifacção. Apresentado pelo governo em 2025, o texto enfrentou meses de resistência e diversas mudanças.
A votação aconteceu de forma simbólica, em que não há contagem nominal de votos. Agora, o projeto segue para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidir se sanciona (aprova) ou veta.
O PL já tinha sido aprovado pela Câmara em novembro do ano passado, mas voltou para nova votação porque o Senado fez alterações no projeto.
Um dos pontos mais discutidos no texto aprovado agora é a divisão dos recursos vindos de bens apreendidos entre a Polícia Federal (PF) e os estados. Os deputados também decidiram derrubar a tributação de bets para financiar segurança pública.
Se o presidente sancionar, a lei vai se chamar Lei Raul Jungmann, como homenagem ao ex-ministro da Justiça que morreu em janeiro deste ano.
O deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), que foi relator do projeto e já foi secretário de Segurança Pública de São Paulo, apresentou a versão final. Ele discordou de alguns pontos polêmicos e trouxe de volta boa parte do texto original aprovado pela Câmara.
Derrite incluiu novamente a regra sobre a divisão dos recursos de bens apreendidos entre a PF e os estados.
Pelo texto do relator, quando a investigação for feita junto pela Polícia Civil do estado e pela Polícia Federal, 50% dos recursos vão para o Fundo Nacional de Segurança Pública e 50% para o Fundo Estadual de Segurança Pública.
Se a investigação for feita só por uma das polícias, os bens e o dinheiro vão para o fundo da polícia que conduziu o trabalho. Hoje, todo esse valor fica só com a polícia federal.
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