Saúde
por Mariana Cedrim
Publicado em 18/10/2025, às 06h00
O Instituto recente do Câncer de São Paulo realizou uma pesquisa que apontou um aumento no número de mulheres, abaixo de 40 anos, com câncer de mama e com taxa de mortalidade superior às pacientes maiores de 45 anos.
Além disso, a análise mostrou que a incidência de câncer de mama em mulheres jovens no Brasil é maior (15%) que o índice registrado em outros países (5%). Diante da ocorrência desses casos a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) passou a recomendar o exame anual a partir dos 40 anos. Mas, é preciso investigar desde a primeira queixa da paciente.
José Roberto Filassi, chefe da mastologia do Instituto do Câncer destacou que quando a paciente tem diagnóstico precoce, a sobrevida dela chega a 90%, 95%. “Quando é um diagnóstico tardio, essa sobrevida acaba caindo muito, né? Então mais importante disso é o ginecologista fazer um exame adequado de mama. E na dúvida, peça um exame complementar, por exemplo um ultrassom".
De acordo com a SBM a incidência da doença em mulheres com menos de 35 anos subiu para 5%, quando em anos anteriores essa faixa representava apenas 2% dos diagnósticos. Em mulheres com menos de 40 anos a taxa de mortalidade é de 46,8% enquanto o câncer de mama em mulheres pós-menopausadas, maiores de 45 anos, a taxa de mortalidade é de 26,9%.
O maior desafio do câncer de mama em mulheres abaixo de 40 anos é o diagnóstico precoce. Sendo assim, os especialistas orientam que mulheres com histórico familiar façam o rastreamento de forma periódica mesmo antes da idade apontada como ideal para realização da mamografia.
Outros fatores que precisam levados em consideração são o vazamento de líquido na mama, alteração, retração, ou aumento do tamanho. Porém, o principal aliado continua sendo o exame do toque para observar se não há nenhum nódulo ou caroço ali na região.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que câncer de mama é o segundo tipo mais frequente no mundo, o mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos novos a cada ano, o equivalente a 2,3 milhões de mulheres diagnosticadas No Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer, são mais de 73 mil novos casos anualmente.
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