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Onde está Angelo Coronel na pré-campanha?!

Imagem Onde está Angelo Coronel na pré-campanha?!

O senador Angelo Coronel anda sumido desse período de pré-campanha, principalmente do núcleo de Jerônimo Rodrigues

Publicado em 23/05/2022, às 05h30        Victor Pinto

Desde 1987 se popularizou no mundo uma pergunta do ilustrador britânico Martin Handford: “Onde está Wally?”. Escondido no emaranhado das ilustrações, o objetivo era encontrar o personagem em diversos ambientes. No tabuleiro baiano a pergunta equiparada é a seguinte: “Onde está o senador Angelo Coronel na pré-campanha?”.

Eleito em 2018 na casadinha com Jaques Wagner (PT), o senador do PSD, compadre de Otto Alencar (PSD) - pré-candidato a reeleição a Casa Alta do Congresso, ainda não deu as caras de vez na pré-campanha de Jerônimo Rodrigues (PT) ao governo da Bahia. O pessedista não acompanha os os diversos eventos do período e chegou a recusar o cargo de coordenador da campanha.

Chegou a ser indagado pela jornalista Cintia Kelly sobre seu sumiço e respondeu que não precisa estar sentado em um ato político para ser filmado ou fotografado e assim ser uma declaração de apoio. Aponta que seus filhos, Angelo Filho e Diego Coronel, estariam empenhados, algo também questionável.

Não ser filmado ou não querer correr trecho nesse momento, ok. Mas as redes sociais também estão como instrumentos de mobilização. Em uma rápida análise, este mês de maio, não há uma mísera publicação no seu perfil oficial do Instagram de apoio à chapa Jerônimo e Geraldo Júnior.

Me parece que o ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia não quer colocar digital ou não se comprometer, seja para fazer uma política do “lá e lô” ou não se indispor com interlocutores palacianos, do Planalto, em outras searas.

Coronel foi visto em articulações ativas até meados de fevereiro e março, quando havia a possibilidade de Otto ter sido o nome governista na corrida ao Palácio de Ondina e sucumbiu quando Jerônimo foi colocado. Não são de hoje as reclamações do senador, por exemplo, sobre a forma do governador Rui Costa (PT) conduzir o jogo eleitoral no Estado. E o petista é o atual maestro da sinfonia eleitoral.

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Sua posição desassociada em votações e articulações em Brasília do clã baiano do ainda teodolito deixa a entender que se configurou um ser independente no Congresso e não estaria, ao que parece, preocupado com sua reeleição em 2026. Pelo contrário, deixa a entender ser sabedor da dificuldade de tornar a se viabilizar em uma das cadeiras numa possível chapa que tenha o PT, mais uma vez, como aliado. Diversos filiados e lideranças da sigla também não escondem reclamações quanto à sua postura, mas não partem de maneira incisiva para cima por ser um “aliado” e por ter sido uma criatura forjada na eleição de 2018 na premissa da majoritária que puxa o senador.

Coronel tem passado batido no jogo eleitoral propositalmente. Preocupado com as eleições dos seus filhos e isso está claro. Quando indaguei sobre o sumiço, um quadro próximo ao político do PSD argumentou: “Ele entrará na campanha no momento certo”. Eu emendei: “Se entrar”. E um seguidor no Twitter também contra-argumentou: “e qual das campanhas deverá aparecer?”. Veremos ou não.

Aviso: Caros leitores, este jornalista filho de Deus tirará algumas semanas de folga. Recarregar as energias, neste período junino, para a cobertura eleitoral. Se a pré-campanha tem sido de tirar o couro, quiçá a campanha oficial. Bons festejos juninos e que Santo Antônio nos proteja. Abraço!

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Victor Pinto é editor do BNews e âncora do programa BNews Agora na rádio Piatã FM. É jornalista formado pela Ufba, especialista em gestão de empresas em radiodifusão e estudante de Direito da Ucsal. É colunista do jornal Tribuna da Bahia, da rádio Câmara e apresentador na rádio Excelsior da Bahia. Twitter: @victordojornal

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