Justiça

AGU pede ao STF para negar pedido de afastamento do secretário nacional de Justiça

Rosinei Coutinho / STO / STF

Vicente Santini é acusado por funcionários da pasta de fazer pressão no caso de extradição do blogueiro Allan dos Santos

Publicado em 02/01/2022, às 17h12    Rosinei Coutinho / STO / STF    Redação BNews

A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu, em manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), que o requerimento para afastar o secretário nacional de Justiça, Vicente Santini, do cargo seja negado. 
As informações são do site O Antagonista. O pedido havia sido feito pelo líder da oposição no Senado Federal, o senador Randolfe Rodrigues (Rede), após funcionários da pasta relatarem pressões no caso de extradição do blogueiro bolsonarista Allan dos Santos.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou a prisão preventiva e extradição de Santos em outubro de 2021. O bolsonarista é investigado em dois inquéritos: um que apura  ataques contra ministros dos STF e outro por participar de uma suposta milícia digital.
Segundo a publicação, em depoimentos prestados à Polícia Federal (PF), funcionários do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Internacional (DRCI) relataram atuações supostamente irregulares da cúpula do Ministério da Justiça durante o processo de extradição do blogueiro. 
De acordo com a PF, Santini é suspeito de ter feito um ofício pedindo para alterar o fluxo do procedimento de extradição para ter acesso às informações. Santini nega ter tentado interferir no processo envolvendo o blogueiro.
No documento encaminhado ao Supremo, a AGU classificou como “absurda” a “tentativa de criminalização e turbação do desempenho de funções inerentes à Secretaria Nacional de Justiça, da qual funciona como secretário e inserida, em sua estrutura administrativa, o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional”. 
Santini ganhou os holofotes pela primeira vez em janeiro de 2020, quando foi exonerado após utilizar um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) sem autorização. Meses depois, o ex-secretário-executivo da Casa Civil ganhou um cargo no Ministério do Meio Ambiente.
Na época  Ricardo Salles ainda comandava a pasta.

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