Política

“O governo Rui Costa não foi de esquerda”, diz pré-candidato do PSOL sobre disputa do governo baiano com PT

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De acordo com pré-candidato do PSOL, existem discordâncias nas políticas públicas adotadas pelo ex-presidente Lula e o governador Rui Costa

Publicado em 26/05/2022, às 11h47 - Atualizado às 12h03    Arquivo BNews    Vinícius Dias

O pré-candidato ao governo baiano Kleber Rosa (PSOL), que é professor e policial civil, disse nesta quinta-feira (26) que a política de gestão de Rui Costa no estado não foi de esquerda. Por essa razão, segundo o pré-candidato, a sigla socialista apoia o ex-presidente Lula no âmbito nacional, mas enfrenta o PT na disputa pelo cargo de governador da Bahia. As afirmações foram feitas durante sabatina feita pelo jornal Folha de S.Paulo e o portal Uol.

“No cenário nacional, ninguém está mais preparado que o ex-presidente Lula para tirar o Bolsonarismo do poder, daí o apoio na esfera nacional. No entanto, a situação na Bahia é diferente. [...] O governo Rui Costa não foi de esquerda. Ele foi um governo disputado por setores da direita. E esses setores impuseram seus interesses, com políticas que causaram impacto para a população”, disse Kleber Rosa.

Ainda de acordo com o pré-candidato, existem discordâncias na relação entre as políticas públicas adotadas pelo ex-presidente Lula, quando foi presidente, e as medidas tomadas pelo governo Rui Costa na Bahia. Situação que motivou a própria migração do PT para o PSOL, há oito anos, segundo o professor.

“É um governo que apresenta resultado aquém do que a esquerda calculou para o desenvolvimento de políticas sociais, com questões gritantes na educação, temos uma parcela de 13% de analfabetismo no estado, e nos índices de violência”, acrescenta o pré-candidato.

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Sobre a possibilidade de apoiar o PT em possível segundo turno de Jerônimo Rodrigues, Kleber Rosa rosa disse que ainda é cedo para olhar para tal realidade, pois pretende alcançar tal etapa. No entanto, caso o cenário ocorra, o apoio do PSOL só acontecer diante da adoção de uma postura “acrítica” do pré-candidato petista.

“O que estou vendo é Jerônimo se colocar como novo Rui Costa. Caso ele não se coloque de forma acrítica, possibilidade zero de apoiar lá na frente. Mas ainda é cedo para discutir segundo turno. A nossa candidatura é para disputar esse espaço”, concluiu Kleber Rosa.

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