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Enquanto o verão atrai turistas, famílias e crianças de férias para as praias de Salvador, a rotina dos salva-vidas se torna ainda mais intensa. Em meio ao aumento significativo de banhistas, esses profissionais passam horas sob sol forte, com atenção constante e decisões que precisam ser tomadas em segundos. Nos bastidores da alta temporada, o trabalho vai muito além de observar o mar.
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Segundo o salva-vidas da SALVAMAR (Coordenadoria de Salvamento Marítimo), Janderson Pedro, o dia começa antes mesmo de os primeiros banhistas chegarem à areia: “Nosso dia começa com a checagem dos equipamentos e a avaliação das condições do mar: onde tem corrente de retorno, se há presença de animais marinhos, como caravelas, intensidade dos ventos, entre outros fatores”, explicou em entrevista ao BNews Summer.
Com as praias cheias durante a alta temporada, o profissional afirma que a vigilância durante o trabalho é contínua. A partir dessa análise, a equipe define estratégias de cautela para reduzir riscos ao longo do expediente.
“Durante a alta temporada, nossa rotina é bastante intensa devido ao aumento de turistas, crianças de férias escolares e pessoas em descanso do trabalho. Isso faz com que a nossa atenção seja constante”, afirmou Janderson.
Além da orientação preventiva aos banhistas, os salva-vidas permanecem prontos para agir em situações de emergência e realizar resgates quando necessário. Para o salva-vidas Arismar Oliveira, os momentos mais críticos do trabalho envolvem os salvamento e destaca que, além do desafio físico, o aspecto emocional também pesa
“Normalmente são resgates de vítimas de afogamento, especialmente crianças. Muitas vezes são situações desconhecidas, que podem se agravar muito rápido. É uma pressão grande, com familiares em desespero na beira da praia e banhistas cobrando rapidez, mas não é simplesmente entrar no mar”, disparou.
De acordo com Arismar, cada ação precisa ser pensada em frações de segundo e, para lidar com todo tipo de cenário, o treinamento dos agentes deve ser constante para fundamentar todo tipo de operação.
“É preciso escolher a melhor técnica, o melhor lugar para entrar e sair do mar, buscando o máximo de êxito com o mínimo de esforço, porque a gente não sabe quando pode acontecer outra ocorrência. Trabalhamos sempre em equipe, com apoio dos colegas, seguindo os protocolos e mantendo a calma. Confiar na preparação profissional e psicológica é essencial”, completou.
A exposição ao sol forte, o cansaço físico, a desidratação e o mar agitado fazem parte dos principais desafios enfrentados diariamente. Apesar das dificuldades, a relação com turistas e moradores costuma ser positiva. Ainda assim, os salva-vidas reforçam a importância da conscientização.
“Além do físico, existe o psicológico de lidar com praias lotadas, onde qualquer descuido pode resultar em uma ocorrência grave. Muitos visitantes não conhecem bem o mar de Salvador e acabam se arriscando ou subestimando os perigos”, ressaltou Janderson.
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