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Receita da Gol dobra no primeiro trimestre de 2022, mas ainda registra prejuízo

Reprodução / Facebook Gol Linhas Aéreas

Companhia permaneceu focada na redução de custos durante primeiro trimestre de 2022

Publicado em 28/04/2022, às 14h40 - Atualizado às 15h06    Reprodução / Facebook Gol Linhas Aéreas    Redação BNews

A GOL Linhas Aéreas divulgou seu resultado financeiro referente ao primeiro trimestre de 2022. A receita da empresa dobrou no decorrer deste período, mas ainda registra prejuízo.

Durante o primeiro trimestre, a Companhia focou na redução de custos por meio da aceleração da transformação de sua frota, diluição de gastos fixos e outras iniciativas.

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Confira um breve resumo dos resultados:

O número de Passageiro-Quilômetro Transportado Pago (RPK) aumentou 46,5%, enquanto o total de Assento- Quilômetro Ofertado (ASK) cresceu 44,4%;

A Receita Líquida mais do que dobrou para R$ 3,2 bilhões. A Receita Auxiliar, principalmente alavancadas pelas unidades de negócio SMILES e GOLLOG, cresceu 37,9% para R$ 209 milhões;

A taxa de ocupação média (load factor) aumentou 1,1 pp para 81,0%. A taxa de ocupação doméstica evoluiu 1,3 pp para 81,2%, enquanto a taxa de ocupação internacional totalizou 75,6%;

A utilização das aeronaves foi de 11 horas por dia, um ganho de 13,4% na produtividade;

O número de passageiros transportados pela GOL cresceu 49,5% para 6,7 milhões, que foi equivalente a 73,4% do registrado no 1T19;

A Receita Líquida por Assento-Quilômetro Ofertado (RASK) evoluiu 42,2% para R$ 31,85;

O yield médio por passageiro cresceu 45,2% e registrou um recorde de R$ 36,77 para um primeiro trimestre;

O Custo por Assento-Quilômetro recorrente aumentou em 6,5% para R$ 30,06. O CASK Combustível cresceu 47,4% para R$ 11,93, devido à majoração de 60% nos preços do querosene da aviação (QAV);

O EBIT recorrente totalizou R$ 181,4 milhões, enquanto o EBITDA recorrente foi de 542,2 milhões;

O Lucro Líquido foi de R$ 2,6 bilhões, ou lucro por ação de R$ 6,58 e lucro por ADS de US$ 2,52, principalmente decorrente das variações cambiais e monetárias. O prejuízo líquido final foi de R$ 653 milhões, após perdas com variações cambiais;

A geração de caixa operacional totalizou R$ 1,8 milhão/dia, incluindo entradas e saídas operacionais e pagamentos de arrendamento. Ao final do primeiro trimestre, a liquidez atingiu R$ 3,3 bilhões, excluindo ativos não onerados;

A relação dívida líquida (incluindo 7x os pagamentos de arrendamento anuais e excluindo o bônus perpétuo) sobre o EBITDA recorrente UDM foi de 10,1x em 31 de março de 2022, um aumento de 0,4x em relação à posição de 31/12/2021, principalmente em função do recebimento de 8 aeronaves devido à aceleração da transição para uma frota 737 MAX.

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O Diretor-Presidente da empresa, Paulo Kakinoff, falou sobre o atual momento: "Nossa capacidade de emergir de uma das piores crises da história do setor aéreo como uma empresa mais competitiva e com bons resultados é uma prova do nosso flexível modelo de negócios, que nos permite rápida adaptação à dinâmica atual do mercado. Quando combinadas com a execução de nossa experiente Equipe de Águias, essas vantagens competitivas continuarão a impulsionar o crescimento sustentável de nossas vendas no longo prazo".

A expectativa da Gol é encerrar o ano com frota de 136 aeronaves, sendo 44 Boeing 737 MAX-8 e 92 Boeing 737 NG. 

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