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Pré-campanha: PSOL aposta em críticas à educação e segurança pública para atrair eleitorado

Divulgação/PSOL

Chapa do PSOL na Bahia está 100% definida e tem Kleber Rosa como cabeça de chapa

Publicado em 13/05/2022, às 06h00    Divulgação/PSOL    Vinícius Dias

“Montar uma candidatura essencialmente popular, sem o apoio dos grandes grupos econômicos e construída dentro de um consenso partidário é um grande desafio que o PSOl está enfrentando com muita garra e profissionalismo. E tenho certeza que vamos surpreender de forma positiva nessa campanha”, essa foi a declaração do pré-candidato Kleber Rosa (PSOL) quando questionado sobre os maiores desafios para colocar suas ideias na rua e conquistar o eleitorado baiano.

A chapa do PSOL foi uma das primeiras a ser completamente definida, uma facilidade oriunda do fato de ser ‘puro sangue’, somente com nomes da própria legenda, que foram definidos em convenção. 

Especial de pré-campanhas na Bahia

Rosa é pré-candidato a governador e tem como vice Ronaldo Santos, membro da executiva nacional do partido. Para o Senado, o PSOL tem uma chapa coletiva encabeçada por Tâmara Azevedo e também composta pelo professor Max e Zen Costa, ambos de Itabuna. São eles os nomes da suplência de Tâmara.

A nível nacional, o PSOL já declarou apoio à candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas com a liberdade de lançar seus próprios nomes para as eleições estaduais. Expoente do partido no país, Guilherme Boulos abriu mão de candidatura ao governo de São Paulo para apoiar Fernando Haddad (PT). Boulos sairá candidato a deputado federal e tem objetivo de encorpar a bancada psolista na Câmara.

Na Bahia, o partido segue por outros caminhos. Kleber Rosa não avalia ser uma decisão contraditória por acreditar que existe uma diferença significativa entre o cenário nacional e o estadual: “Não há nenhuma dúvida na urgência de se derrotar Bolsonaro no plano federal. Mas na Bahia vamos fazer a nossa campanha com nossas propostas e nossa visão crítica ao governo Rui Costa, sobretudo em setores como educação e segurança pública”, afirmou o pré-candidato - detalhando quais são as apostas para se mostrar como um partido mais à esquerda que diferencia do PT. 

Ele completa: ”Além disso, estamos totalmente distantes das alianças do PT, muitas das quais com forças conservadoras, como é o caso do MDB de Geddel”, afirmou. O MDB tem a vice da pré-candidatura de Jerônimo Rodrigues (PT), com o nome do presidente da Câmara Municipal de Salvador, Geraldo Júnior.

A campanha psolista trava ainda uma outra batalha além da disputa com os adversários: o esquecimento nas pesquisas eleitorais, que tem feito com que o partido pedisse impugnação de levantamentos de intenção de voto por não fazer menção ao pré-candidato da sigla ao Estado. 

O partido tem apostado alto para as eleições deste ano, inclusive trouxe o marqueteiro de Guilherme Boulos, ex-candidato do partido à Presidência em 2018, para ajudar os pré-candidatos a deputado e ao Senado na Bahia decolarem.

Confira calendário de publicação especial:

Segunda (09/05) - ACM Neto (União Brasil)

Terça (10/05) - Giovani Damico (PCB)

Quarta (11/05) - Jerônimo Rodrigues (PT)

Quinta (12/05) - João Roma (PL)

Sexta (13/05) - Kleber Rosa (PSol)

*Com colaboração do repórter Eduardo Dias

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