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“Muitos não voltam em 2023 e vão acabar”, diz prefeito Bruno Reis sobre blocos afros

Marcos Costa/Agecom

Blocos afros seguem com dificuldades para desfilar no Carnaval de 2022

Publicado em 15/12/2021, às 10h53    Marcos Costa/Agecom    Brenda Viana e João Brandão

A Covid-19 segue circulando em Salvador, assim como o surto de gripe que chegou há pouco tempo na capital baiana, deixando vários soteropolitanos na fila de espera em UPAs. As tratativas sobre o cancelamento do Carnaval em 2022 ainda não estão definidas, tanto pelo governador Rui Costa (PT) e pelo prefeito Bruno Reis (DEM).

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A conversa entre as entidades carnavalescas de Salvador e o gestor municipal ocorreu na tarde desta terça-feira (14). A pauta principal da reunião foi a mudança de local para os blocos afros se apresentarem na data do festejo, entre 24 de fevereiro ao dia 2 de março, na região do Comércio, além da inclusão da comunidade negra na festa de rua. 


Mesmo com representantes da Liga dos Blocos Afros, União das Entidades de Samba da Bahia (Unesamba) e Associação dos Blocos de Trio estarem confiantes após a conversa com o prefeito, o próprio Bruno Reis afirmou, nesta quarta-feira (15), que alguns blocos podem acabar caso não haja Carnaval no próximo ano, até a falta de inclusão dos blocos na festa indoor.


“Ontem mesmo eu me reuni com Associação baiana de trios com a Unisamba e com os representantes (...), todos com dificuldade de se apresentar no ano que vem, porém dizendo ‘se a gente não se apresentar no ano que vem, muitos não voltam em 2023’ , ou seja vão acabar as instituições [carnavalesca]”, comenta.
carnaval salvador
Arthur Garcia/ Agecom

Bruno Reis, que comentou na mesma coletiva que já pensa em não correr o risco de aumentar os casos de Covid-19, disse que houve uma outra proposta para a realização da maior festa de rua, mas que ainda vai observar a situação na capital baiana, principalmente com o surto de gripe que aumenta.


“Ontem foi apresentada uma outra alternativa para se realizar o carnaval controlado, com todos com ciclo vacinal em dia, com número limitado de pessoas ali na área do Terminal da França, no Comércio. Eu disse que é uma alternativa, nós estamos recebendo, tem outras propostas”.
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